Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
HOMICÍDIO

Assassino de Raquel diz que fumou maconha com a vítima antes de matá-la

Hoje Raquel Melo de Moraes completaria 20 anos de idade. O assassino, Paulo Sérgio de Oliveira Bentes, 28, disse que a jovem havia o tirado do mundo do crime



paulo_F16EB536-9411-4925-A888-CEFA67BF3B53.JPG Foto: Winnetou Almeida
24/12/2018 às 12:03

Paulo Sérgio de Oliveira Bentes, 28, assassino da cuidadora de idosos Raquel Melo de Moraes, 19, contou durante apresentação que ocorreu na manhã desta segunda-feira (24), na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que antes de degolar a vítima, consumiu maconha com ela.

“Consumimos drogas. Maconha. Foi besteira da minha cabeça, ninguém discutiu. Faz tempo que eu a conhecia. A gente tinha um  relacionamento, mas não fazia sexo na ‘marra’. O erro foi meu de ter feito ‘leseira’. Não foi ciúmes, foi traição”, tentou justificar Paulo Sérgio na delegacia.

De acordo com ele, que é fugitivo do sistema prisional onde cumpria pena por tráfico de drogas e roubo, a jovem teria tirado ele do mundo do crime. “Eu me arrependo. Não era para ter acontecido isso. O que ela fazia comigo, agradeço muito, me tirou do que eu era. Hoje em dia, estou aqui, o que fiz? Não era para ter tirado a vida dela”, lamentou.

Embora a família tenha afirmado que os dois não mantinham um relacionamento amoroso, a polícia suspeita que os dois tinham envolvimento, por conta da proximidade que tinham. “No dia do fato, a vítima teria ido à casa dele, ele disse que a jovem pediu dinheiro e Paulo sempre dava. Também em algumas ocasiões tinham consumido drogas juntos, e ele sustenta que tinham realmente um relacionamento”, diz o titular da DEHS, Orlando Amaral.

Minutos após a saída da jovem de casa, o assassino foi até o local pedir o celular de Raquel, alegando que a vítima havia esquecido. “Minutos após a saída dela de casa, Paulo Sérgio foi até lá, chamou pela irmã de Raquel, e pediu o celular da jovem, dizendo que ela tinha esquecido. Por eles terem uma proximidade, Rebeca entregou”, explicou Orlando.

Paulo confessou que cortou o pescoço dela porque a vítima se recusou a se relacionar com ele e que quando foi apanhar o aparelho celular ela já estava morta. “A faca estava perto já. Não tivemos sexo. Nunca forcei nada com ela, não era para ter acontecido isso, mas ela fez com que eu agisse assim. Joguei fora o celular porque estava travado e ela estava morta já”, confessou Paulo Sérgio.

A cuidadora de idosos faria 20 anos nesta segunda-feira (24), véspera de Natal. O corpo da jovem foi encontrado sem os dois braços, em estado avançado de decomposição, dentro de um igarapé localizado em uma área de difícil acesso, nas proximidades da casa de Paulo Sérgio.

De acordo com Orlando Amaral, Paulo Sério responde criminalmente por tráfico de drogas e roubo. “Ele tem um mandado de prisão de 2017 por fuga, por se ausentar do sistema prisional”, afirma a autoridade policial. O criminoso vai responder por homicídio qualificado. Uma suposta participação do pai de Paulo Sérgiofoi atribuída pela população e familiares da vítima, entretanto o titular da DEHS, negou a informação.

Revolta

Por volta das 23h de ontem, horas depois da prisão de Paulo Sérgio, a população revoltada com o caso, ateou fogo na residência de madeira em que ele morava com o pai, identificado apenas como "Raimundo". No local, foi encontrado um colchão manchado de sangue.

 O corpo da jovem foi encontrado pela cadela Ceci, da Companhia Independente de Policiamento (CIP) de Cães, dentro de um igarapé situado em uma área de difícil acesso, que fica nas proximidades da casa de Paulo, no bairro Águas Claras I, na Zona Norte de Manaus. Raquel residia uma rua antes da casa do assassino.

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