Sábado, 17 de Agosto de 2019
Manaus

Assassinos confessos de triplo homicídio garantem que só queriam roubar R$10 mil

O trio acusado de matar três pessoas apontou Juliana, uma das mortas, como a mentora do crime. Eles foram apresentados nesta segunda-feira (29) à imprensa



1.gif Adriano Rosa de Lima, Elisse Dária Silva Lima e Suedson Monteiro de Souza confessaram participação na chacina
30/04/2013 às 12:34

Assassinos confessos da chacina ocorrida na manhã de domingo (28) na avenida E, bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste,  Suedson Monteiro de Souza, 22, Adriano Rosa de Lima, 25, e Elisse Dária Silva Lima, 33, a “Sini”, disseram que não planejavam matar as vítimas e que só queriam roubar R$ 10 mil. Eles foram presos por investigadores  da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) no final da tarde de domingo, dez horas depois do crime.

O trio é acusado de ter assassinado a facadas Juliana Silva Moura, 28, a filha dela, Sofia Silva de Moura, 6, e  a sobrinha de Juliana, Stefanie Silva de Lima, 12, e ainda ter tentado matar  o companheiro de Juliana, o comerciante Sebastião Souza Almeida, de 67 anos. Eles foram apresentados nesta segunda-feira (29) à imprensa e, segundo a delegada titular da DEHS, Geórgia Soares de Cavalcanti, devem ser encaminhados ainda nesta terça-feira (30) para a cadeia pública.

Os assassinos acusaram Juliana de ser a mentora do crime. Ela teria convidado a prima Sini para assaltar o companheiro, dizendo que ele tinha R$ 10 mil em casa. Sini chamou o marido Adriano e este convidou Suedson para fazer o assalto. No sábado, o trio foi para a casa de Juliana e do companheiro. À noite, todos foram para o “bar do Jorge”, próximo da casa das vítimas, onde ficaram bebendo até por volta das 4h de domingo.

Juliana pediu para voltar para casa mais cedo, pois a filha e a sobrinha estavam a sós em casa, dormindo. Perto das 4h, Sebastião, Suedson, Sini e Adriano voltaram para a casa do aposentado, onde pediram para passar o resto da noite. Assim que entraram na casa do aposentado, Suedson e Adriano renderam o comerciante, exigindo que ele entregasse o dinheiro. O comerciante disse que não tinha dinheiro e, por isso, recebeu várias facadas pelo corpo. O aposentado contou à polícia que se fingiu de morto para escapar vivo.

Em seguida, Suedson partiu para cima de Juliana, mandando que ela mostrasse onde estavam os R$ 10 mil que ela disse que havia na casa. A mulher disse que não sabia do dinheiro, o que teria deixado o criminoso ainda mais irritado e, por isso, ela foi morta. Sofia e Stefanie teriam acordado com o barulho. Elas correram e foram para o quarto, tentando se esconder do assassino.

Suedson entrou no quarto onde as meninas estavam e perguntou se elas o conheciam, e Stefanie respondeu que sim. Ela foi a primeira a ser morta e, depois, foi a vez da prima Sofia, que levou um golpe profundo de faca no pescoço e, por pouco, não foi degolada. Suedson disse que, enquanto matava as vítimas, Adriano revirava a casa procurando pelo dinheiro e Sini estava do lado de fora da casa, observando o movimento da rua para avisar os comparsas.

Aposentado reconheceu assaltante

A delegada Geórgia Soares de Cavalcanti disse que a polícia chegou aos acusados com base em investigações técnicas confirmadas com o reconhecimento das vítimas por pessoas que estavam no bar e com o depoimento de Sebastião, que reconheceu Adriano.

No final da tarde de domingo, a polícia chegou à casa dos criminosos. Suedson foi preso em um a estância no bairro Colônia Santo Antônio, com um revólver calibre 38 e munições, uma escopeta calibre 12, uma porção de droga e pertences das vítimas.

Sini e o companheiro Adriano foram presos no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte. O casal estava de malas prontas para fugir, levando pertences das vítimas. Suedson e Sini se disseram arrependidos, principalmente pela morte das meninas.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.