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Manaus
ESCALONADA

Assembleia do Amazonas aprova reajuste parcelado de 24% a PMs e bombeiros

Índice será dividido de 2018 a 2020, com percentual de 4,08% referente a este ano e o restante sendo concedido nos próximos dois anos; veja como ficou o parcelamento 05/07/2018 às 11:16 - Atualizado em 05/07/2018 às 11:17
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Nais Campos Manaus

Por unanimidade, a Assembleia Legislativa aprovou, na manhã desta quinta-feira, o reajuste de 24% aos policiais militares. Os deputados mantiveram o acordo com o governo do Estado em conceder a reposição salarial em três parcelas. Para 2018, o percentual a ser pago, 4% será retroativo a 1o de abril. O texto aprovado hoje confirmou a proposta original do Estado.

Veja como ficam as parcelas de reajuste:

* 1a. parcela: 4,08% a contar de abril de 2018.
* 2a. parcela: 10,85% a contar de 1º de abril de 2019.
* 3a. parcela : 9,27% a contar de 1º de abril de 2020.

Na discussão da matéria, os parlamentares se revezaram na tribuna da ALE em defesa e contra a medida aprovada.  Luiz Castro (Rede) afirmou que a votação não é motivo para comemoração e, sim um reconhecimento de que o governo não ofereceu aos PMs o mesmo tratamento dos servidores da Educação e Saúde. "Fomos vencidos pelo voto e não pelos fatos. Não fui convencido por dados técnicos-financeiros", argumentou.

Para o deputado Belarmino Lins (PP) se os colegas tivessem a consciência de hoje lá atrás, quando a matéria começou a tramitar na ALE-AM,  o assunto já poderia ter cessado. "Essa corda foi muito esticada. Não houve uma convergência de ideias e deu no que deu", lamentou Belão.

Já o deputado Sidney Leite (PSD) alertou para o fato de que a aprovação unânime em favor dos policiais militares e bombeiros pode ser anulada. "A Lei de Responsabilidade Fiscal assegura que não se pode criar despesas nos 180 dias de um próximo governo", ponderou.

Pelos cálculos do presidente da Assembleia, David Almeida (PSB) com o reajuste, o policial militar vai receber em seus vencimentos R$ 96 reais. "Esse reajuste vai gerar uma despesa de R$ 1,6 milhão aos cofres do governo. É pouco demais com relação à arrecadação do Estado", declarou o socialista.

 

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