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Assembleia Legislativa do Amazonas homenageia os 15 anos de criação da UEA

Em 15 anos de existência, mais de 40 mil universitários se formaram na maior universidade multicampi do Brasil 06/04/2016 às 06:00 - Atualizado em 06/04/2016 às 08:47
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Funcionários mais antigos, fundadores e professores também foram homenageados. (Foto: Márcio Silva)
Luana Carvalho MANAUS

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) recebeu uma homenagem da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (5), pelos seus 15 anos de existência. “A Universidade do Estado do Amazonas é a grande conquista da juventude amazonense nesse início de século”, definiu o primeiro reitor da UEA, professor Lourenço Braga, ao lado de figuras ilustres como o ex-governador e fundador da universidade, Amazonino Mendes.

A inspiração para a criação da UEA, segundo conta o professor Lourenço, que era secretário de administração na época, veio de Cuba.  Mas, antes de tudo, o ex-governador Amazonino tinha uma proposta de pactuar com  universidades particulares o pagamento de mensalidades para funcionários públicos e para filhos de funcionários. No entanto, o projeto não deu certo e foi a partir daí que a UEA começou a ser esboçada pelo ex-governador.  

“Não conseguimos fazer o pacto com as universidades privadas, até porque tínhamos um certo receio em restringir aos funcionários do Estado.  O governador então, num sábado de manhã, na casa dele, disse que não ia desistir  e que iria retomar a ideia de criar uma faculdade de medicina, que teve quando fez uma visita à Cuba, em meados de 1998, e encontrou lá um grupo de médicos formados para trabalhar nas comunidades mais pobres”. 

A ideia inicial era oferecer apenas o curso de medicina, porém, com a contribuição de outros educadores, o projeto da UEA saiu do papel. “Diante do entusiasmo do governador, eu, Pacifico, Robério Braga, Deodato Guimarães e Vicente Nogueira dissemos a ele que além do curso de medicina, poderíamos incluir o curso de direito. O Robério então sugeriu o curso de dança e de música para a área cultural.  E a universidade se esboçou assim, em uma conversa de meio-dia, na casa do Amazonino”.

Implantação do sonho

 Passou-se pouco tempo desde a inspiração ao decreto. “Foi questão de meses, o decreto é de fevereiro de 2001 e as aulas começaram em agosto do mesmo ano. Não tínhamos nada, nem um clipse, fomos construir tudo do zero. E creio que essa foi a grande vantagem da universidade”, completa Braga.

O primeiro prédio da UEA foi o Edifício Samuel Benchimol atual Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT),  na Praça 14, Zona Sul, e outras duas unidades nos municípios de Parintins e Tefé. “Já no final de 2001, oferecemos vagas para 61 municípios  do interior com  o Programa de Formação de Professores (Proformar), que foi a maior turma de alunos da história do mundo. As aulas aconteciam ao mesmo tempo. Só no interior foram 7,8 mil alunos e na capital 2,3 mil.  Com isso, no final de 2005 o Amazonas tinha 85% dos seus professores de 1º a 4ª serie com curso de graduação”, relembrou.

Avanços 

Para o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, os 15 anos da instituição é marcado por avanços. “Temos que reconhecer o esforço que o Estado tem feito, no sentido de fortalecer a presença da UEA no interior. Exemplo disto foi a inauguração a poucos dias do Núcleo de Estudos Superiores em Ipixuna. Isso reflete o interesse da universidade em ter presença forte no interior, que é a marca da UEA”, ressalta. 

De acordo com o gestor,  nos últimos três anos a UEA colocou mais de 100 docentes em programa de doutoramento e enviou mais de 200 alunos para o Programa Ciência Sem Fronteiras. “Também  temos parcerias com mais de 40 universidades estrangeiras. Isso ressalta o papel que a UEA tem hoje no cenário nacional e internacional”.  No último vestibular, a UEA ofereceu 4,6 mil vagas e quatro novos cursos: tecnologia em gestão comercial (interior), tecnologia em agrimensura (capital), tecnologia em biotecnologia (capital) e licenciatura em educação física.

Amazonino Mendes, idealizador e fundador da UEA

A UEA é uma universidade que cumpre seu papel como tal, com vistas a formar quadros, dotar pessoas de competência e qualidade para prestar serviço à sociedade. A UEA em particular, a que criamos, tinha uma sinalização, uma característica, porque era uma universidade na Amazônia, e eu entendia que uma universidade da Amazônia teria que ser uma universidade diferente. Acredito que ela ainda vai caminhar pra isso, é uma questão de tempo. Ela ainda vai ser uma referência mundial na área tecnológica, por exemplo. Cada governante tem suas prioridades, a minha cabeça era aquela. Mas não quer dizer que todos tenham a mesma cabeça. Eu estimo que a universidade se completará quando tomar esse rumo, e paralelamente a esta marca, agasalhando cursos que são demandados pela nossa economia.

 

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