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Associação de professores realizará mobilização em Manaus

A Associação intitulada ASPROM existe há dois anos. Conforme professores e membros da campanha, a mobilização iniciou-se devido à falta de organização do Sindicado da categoria, alegada pelos coordenadores da campanha. O Sinteam e a Seduc não concordam com o movimento 20/02/2013 às 13:22
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A assessoria de comunicação da Seduc informa que estabelece um diálogo franco e aberto à negociações com os representantes do Sinteam
gabriele bessa ---

Uma reivindicação organizada pela ASPROM (Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus) com profissionais de educação da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) será realizada no próximo sábado (23), no T5, localizado no São José, zona leste de Manaus, a partir das 16h.

Os professores têm como objetivo questionar os pontos principais elaborados na campanha salarial 2013: Dignidade, Respeito, Plano de Saúde, Piso Nacional e aumento Real de 15% no salário dos educadores.

A Associação já existe há dois anos e conforme os professores da Seduc, Ivan Vianna, Helton Francisco e Humberto Batista, a manifestação se iniciou devido à falta de organização no Sindicato responsável pela classe, o Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas), que segundo os professores, atua em interesse do Governo e esquece os direitos dos trabalhadores.

Um dos pontos mais destacados pelos professores é o aumento real de salário. Um reajuste de 15% é proposto pelos educadores, já que o índice de crescimento do orçamento do Estado de 2013 foi este.

‘Quero questionar meu salário de R$ 626.00. O piso nacional é básico na conquista da nossa dignidade porque nos valoriza, ao contrário do Governo do Estado que nos trata como escravos subpagos’, dispara professor Ivan Vianna do Nascimento, licenciado pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas) em Filosofia e atuante há mais de 11 anos na Seduc.

‘Na Seduc não existe Plano de Saúde, diferentemente da Semed. Como uma categoria de mais de 20 mil professores pode ficar sem este auxílio tão fundamental para a vida? Muitos professores são obrigados a recorrer a hospitais particulares ou enfrentar a fila do SUS (Sistema Único de Saúde), ou melhor, morrer na fila do SUS’, ironiza professor Helton Francisco, formado em História e Filosofia, atuante há mais de 13 anos na Secretaria.

‘Todos os professores estão convidados para participar da Assembleia Geral da ASPROM para nos mobilizarmos em prol do aumento real do salário que merecemos e definirmos outras bandeiras de luta para o ano de 2013’, convida o professor de Matemática Humberto Batista Filho.

Seduc e Siteam questionam manifestação de professores

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que tem estabelecido um diálogo franco e aberto a negociações com os representantes legítimos da categoria: o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) com o qual tem realizado reuniões semanais e planejado conjuntamente ações em benefício da categoria.

Dentre as pautas das recentes reuniões, estão: a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), projeção de aumento salarial a ser concedido na data-base (1º semestre do ano), proposta de cursos de pós-graduação gratuitos para professores, dentre outras.

Com relação ao valor salarial informado pelos representantes do movimento, a Seduc ressalta que o piso salarial dos professores da rede pública estadual do Amazonas é de R$ 2.600,00 por 40h semanais.

Em relação, às acusações ao Sinteam, o presidente do Sindicato, Marcus Libório, defende com vigor e firmeza o trabalho realizado, afirmando que medidas contundentes são discutidas frequentemente com a Seduc, órgãos municipais e estaduais a favor dos professores.

Libório relembra uma das pautas de reivindicação conquistadas pelo sindicato, a Data Base, cujo projeto negocia com o Governo um reajuste salarial merecível a categoria.

Ainda segundo o presidente, uma audiência pré-agendada com o governador Omar Aziz, deverá acontecer nos próximos dias pra discutir interesses da categoria em relação ao projeto da Data Base.

‘Esse grupo que se diz independente de professores não representa a categoria, e sim uma oposição ao Sinteam, tudo o que o movimento busca na realidade é se promover à custa do trabalho do sindicato, este grupo acostumado em puxar greves, não tem credibilidade com as escolas e muito menos, responsabilidade com a classe, afirma o presidente do sindicato Marcus Libório.

De acordo com o presidente, solicitações que visam melhorias no plano de cargos e salários dos professores, no plano de saúde, aumento do vale alimentação e aumento do repasse de custos à educação no orçamento municipal, são pautas freqüentes enviadas a parlamentares do Amazonas.

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