Domingo, 26 de Maio de 2019
Manaus

Associações comunitárias discutem problemas e cobram respeito da Prefeitura de Manaus

Organização que congrega associações comunitárias da cidade define propostas que vai defender no executivo municipal. Presidente da FAC, Neuda Maria de Lima, pede para poder público parar de virar as costas para as associações



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Representantes de associações realizaram encontro para discutir os problemas das comunidades e pedir solução
22/01/2013 às 08:12

A Federação Amazonense das Comunidades (FAC) completou, nesta segunda-feira (21), 25 anos de criação, e lideranças comunitárias ainda esperam pela concretização de um sonho: deixarem de ser atendidas pelas portas dos fundos da administração pública. “O primeiro sonho de todo o nosso colegiado é que haja um diálogo e respeito entre as partes”, comenta Neuda Maria de Lima, presidente da FAC.

O poder público precisa parar de virar as costas para as associações comunitárias, e enxergá-las como parceiras da administração, afirma a presidente da FAC. “Será um grande ganho se a gente olhar para um secretário e ele olhar para a gente como pessoas que estão ali para contribuir. E não como a gente viu em outras tantas gestões que nos atendiam, que, quando saíamos, diziam que liderança comunitária e nada é a mesma coisa”, afirmou Neuda.

Um grupo de 60 líderes comunitários se reuniu, ontem, na sede do Sindicato dos Estivadores para comemorar os 25 anos da federal, e planejar as ações do colegiado para 2013. No encontro, o grupo começou reunir demandas das comunidades onde moram. Segundo Neuda, a ideia é, ao final do trabalho, produzir um documento e encaminhar aos órgãos competentes. “No final de janeiro, fecharemos com o que tiver e encaminharemos para as secretarias estaduais e municipais”, explicou a presidente da FAC.

Até segunda, 12 associações ligadas à FAC tinham apresentado documentos listando os problemas mais graves nas comunidades que representam. “Saneamento básico é a área que mais gera demandas. Asfalto, tapa buraco, paradas abandonadas. Na área de educação, há queixas por causa de poucas escolas de ensino médio nas áreas rurais, falta de creches e Unidades Básicas de Saúde”, listou Neuda Maria.

A FAC foi fundada em 21 de janeiro de 1988. A federação atua prestando assessoria às organizações da sociedade civil, como associações de moradores das áreas urbana e rural de Manaus. Na presidência do colegiado desde 2011, Neuda disse trabalhar atualmente no resgate da confiança das comunidades no trabalho da federação.

Segundo Neuda, há aproximadamente 150 entidades ligadas hoje à FAC. “Mas no dia a dia, participando das lutas, há mais ou menos uma 80 associações. É um número pequeno, mas não procuramos quantidade, e sim participação”, afirmou a presidente.

No dia 18 de março, a FAC realizará o segundo encontro do ano.

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