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Manaus
Perigo terrestre!

Até a avenida que sedia a Prefeitura de Manaus tem perigosos bueiros abertos

Valas destruídas e que trazem perigo à população fazem parte do cenário de vias como a avenida Brasil, onde está localizada a sede do Poder Municipal 26/10/2016 às 05:00
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Os bueiros sem tampa, danificados ou com lixo não poupam nem mesmo a avenida Brasil, bairro da Compensa, onde está sediada a Prefeitura de Manaus: é fácil encontrar valas destampadas e quebradas próximas da sede e outras duas a cerca de 300 metros da lateral esquerda do Poder Municipal, colocando em risco a integridade física de qualquer pessoa, inclusive a do prefeito Artur Neto.

Os bueiros sem tampa irritam constantemente os transeuntes daquela movimentada avenida da Zona Oeste. Para a reportagem de A CRÍTICA, alguns deles disseram que a Prefeitura precisa tomar uma providência logo, antes  que mais pessoas sejam vítimas desse problema: na tarde do último domingo, em meio à forte chuva, o estudante Gustavo Silva Araújo, de 7 anos, desapareceu após cair em uma vala boca de lobo na rua Louro Chumbo, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte da cidade. Até o fechamento desta edição as equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas ainda não haviam encontrado a criança.

“Essa situação dos bueiros causa indignação em todos nós, ainda mais que estão caindo crianças neles. Tem que fechar esses bueiros. Eu sou pai de dois filhos e quando vejo uma situação dessas eu penso logo neles. Ainda mais que está em tempo de chuva agora. E aqui na Compensa não tem área de lazer e os meninos brincam na rua mesmo. É um perigo. Não deixo meus filhos brincarem na rua”, criticou o autônomo Samuel Marinho, 30, morador da Travessa Belém, próximo a um dos bueiros ao lado da Prefeitura, apontando para um tipo de vegetação que está proliferando dentro da vala. “E logo próximo à Prefeitura, né? Entra prefeito, e sai prefeito a situação continua a mesma ”, questiona ele, dizendo que os bueiros estão nessa situação “há anos”.

Outro bueiro em situação deprimente é o localizado em frente à sede da Prefeitura, ao lado de uma parada de ônibus e próximo a um posto de gasolina, provocando risco para qualquer pessoa, seja com chuva ou Sol. “Um buraco desse é um absurdo; tem que ser tapado urgentemente. Muitas pessoas, inclusive crianças, passam por aqui. O prefeito tem que tomar uma atitude para que não aconteça o que aconteceu com essa criança do Monte das Oliveiras”, disse o militar Matheus Lima, 19.

Longe da Prefeitura, outro entre vários tristes exemplos de bueiros destampados ocorre na esquina das ruas Valério Botelho de Andrade com Franco de Sá, bairro de São Francisco, Zona Sul. No local, a tampa está despedaçada e o gradil da boca de lobo destruído.

Condutor de motocicleta, o autônomo Marcelo dos Santos Lima, 36, se queixou da situação do bueiro. “Tem que fechar esse bueiro, pois é um perigo para crianças e todo mundo. Eu moro no Alvorada e deve-se fazer uma vistoria lá pra resolver esse problema. Meus filhos não brincam nas ruas, pois é perigoso. Acho isso um descaso e uma irresponsabilidade. É complicada essa situação”, explica ele.

Promotor fala sobre o caso hoje
O promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães vai conceder coletiva às 10h desta quarta-feira para falar sobre o inquérito instaurado pelo Ministério Público do Estado (MPE), que investiga o número de bueiros sem tampa , em Manaus, e as providências tomadas pela Prefeitura Municipal para regularizar a problemática situação.

O referido inquérito foi instaurado em julho deste ano com base em representação assinada pelo vereador Professor Bibiano e o deputado estadual José Ricardo Wendling (ambos do PT), e foi motivado pelas mortes das crianças André Pereira Crescenço, 6, que caiu em um bueiro no bairro Novo Aleixo, Zona Leste, e Guilherme Guerreiro, 7, este no Alvorada, Zona Centro-Oeste da cidade.

Na última segunda-feira, Paulo Stélio Guimarães informou que, por conta do feriado de aniversário da cidade de Manaus, só teria acesso à documentação do inquérito ontem. Por sua vez, a assessoria de comunicação do MPE confirmou que ele só prestará informações mais detalhadas sobre o caso nesta quarta, às 10h, na sede da promotoria, localizada na Estrada da Ponta Negra.

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