Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
Manaus

Até esta terça-feira (21), nenhum parente das 36 vítimas da série de homicídios registrou B.O.

Após "chacina" do último fim de semana, famílias estão temerosas: enquanto a polícia coleta informações para chegar às famílias das vítimas, ninguém compareceu à sede da DEHS



1.jpg O Instituto Médico Legal, na Zona Norte de Manaus, ficou movimentado entre sábado e segunda-feira (20)
22/07/2015 às 12:26

Até a noite desta terça-feira (21), nenhuma família dos 36 mortos no final de semana havia comparecido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para registrar a ocorrência e prestar informações para que a polícia inicie as investigações, segundo informações da delegada, Sancha Sodré,  que está presidindo a apuração dos casos em parceria com os delegados, representantes do Ministério Público Estadual (MPE-AM).

“Estou achando meio esquisito. Isso não é comum acontecer. Na maioria das vezes, quando alguma pessoa é assassinada a família vem à delegacia logo em seguida para fornecer às informações pra gente começar a investigar”, disse a delegada. De acordo com ela, o que está acontecendo é que a polícia está coletando as informações dos endereços no Instituto Médico Legal (IML) e indo atrás. 



A delegada não descarta que as famílias ainda estejam velando ou sepultando seus mortos. Outra possibilidade é que elas estejam com medo nesse momento e estão aguardando as coisas acalmarem para irem à delegacia. De acordo com o IM), apenas três vítimas permaneciam no local aguardando por identificação, os demais já foram liberados para seus familiares. Dos que ficaram, um foi morto no sábado no Ramal da Prainha, no bairro Tarumã, Zona Oeste. Outra vítima é do sábado que foi assassinada no domingo, na rua São Tomé, comunidade São Pedro, também na Zona Oeste e outro que foi removido do Pronto-Socorro Platão Araújo, morto por agressão física na segunda-feira.

Na terça-feira, o corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Leandro Almada, que coordena os trabalhos da Força-Tarefa disse que as investigações estão em andamento e que ele não podia passar maiores informações, para não atrapalhar as investigações. “Eu não posso falar nada nesse momento, mas nós estamos trabalhando para chegar aos autores dos crimes”, disse Almada.

Ainda na terça, o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Adriano Félix, que está investigando o latrocínio (roubo seguido de morte) do sargento da Polícia Militar, Afonso Camacho, ocorrido na tarde de sexta-feira, na saída de uma agência bancária no bairro de Educandos, Zona Sul, disse que as investigações estão adiantadas.  A polícia já identificou os autores e está tentando prendê-los.

No domingo, uma mulher que teve o nome mantido em sigilo, e que teria envolvimento com o crime do sargento  apresentou-se na polícia acompanhada de um advogado. Ela seria a companheira de um dos criminosos. O mesmo está foragido. O delegado disse que a mulher não tem nada a ver com o crime do sargento, mas há informação que ela inclusive estava na cena do crime, possívelmente como “olheira” dos assaltantes. Os suspeitos foram identificados por meio do circuito interno da agência bancária.

Força-Tarefa tem pistas dos  criminosos

O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes,  informou que os matadores do sargento da Polícia Militar  deverão ser presos a qualquer momento e que a polícia conseguiu identificar que dos 36 mortos  no final de semana, 15 deles respondiam processo criminais na Justiça.

A operação pescador, realizada na noite de ontem teve com objetivo de manter a polícia presente principalmente nos locais onde aconteceram as mortes nos finais de semana. Fontes informou que durante a noite não aconteceu nenhum homicídio e que as investigações para chegar aos autores do crime estão adiantadas.

Suspeitas

 A morte do sargento da PM, Afonso Camacho, teria causado revolta nos seus colegas de farda  e estes teriam saído às ruas para vingar a sua morte   atirando contra suspeitos de crimes. Outro motivo para as mortes do fim de semana foi o acerto de contas entre  facções criminosas de tráfico de droga.


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