Publicidade
Manaus
SUICÍDIO

Cresce em Manaus o número de pessoas que pediu ajuda após tentar tirar a própria vida

Segundo psicóloga do Núcleo de Apoio a Vida Manaus (Navima), houve um aumento significativo nos atendimentos do ano passado até agora 04/05/2018 às 07:49 - Atualizado em 04/05/2018 às 09:37
Show atendimentos 3232
Pedidos de ajuda ao Núcleo de Apoio a Vida Manaus chegam por email, telefone e aplicativo de mensagens (Foto: Divulgação)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Cresceu a procura de ajuda no Núcleo de Apoio a Vida Manaus (Navima) de pessoas que tentaram tirar a própria vida de acordo a psicóloga Luziane Vitorino, coordenadora do núcleo. Segundo ela, no ano passado foi feito o atendimento e encaminhamento de pelo dez  pessoas e neste ano já houve um aumento significativo, no entanto o número não foi informado.

Os pedidos de ajuda chegam ao Navima, por telefone, e-mail e WhatsApp. Conforme a psicóloga, em Manaus há um grupo de 12 pessoas voluntárias, a maioria psicólogos, acadêmicos de psicologia, assistentes sociais, professores e outros profissionais, que estão fazendo esse atendimento, acolhimento e encaminhamento.

O trabalho vem crescendo e já salvou vidas do suicídio, além de cuidar das famílias.  Luziane destacou  um grupo de oito adolescentes que tentaram o suicídio. Dois deles sobreviveram porque a família interveio e pediu ajuda, segundo a especialista.

Ainda segundo ela, outros grupos de jovens que também tentaram por fim a vida foram identificados. Conforme ela, a maioria são mulheres que se automutilam com o objetivo de provocar a própria morte. Por questões éticas, a psicóloga evita dar detalhes do atendimento e encaminhamento que é dado pelos voluntários do Navima.

 Conforme Luziane, vários motivos podem levar a vontade de perder a vida e trata-se de um assunto complexo. Ela também explicou que pode haver o aspecto de algum transtorno como a bipolaridade e a depressão. “Podem ser vários fatores. Pode ser cultural, socioeconômico. Nós somos seres humanos complexos”, disse a psicóloga.

 Valorização da vida

 Conforme Luziane, o objetivo do Navima que é vinculado ao Centro de Valorização da Vida (CVV),  é oferecer serviço de apoio emocional às pessoas gratuitamente. Se alguém está passando por alguma dificuldade, a pessoa  liga para o 188 e fala com um dos voluntários que fazem o atendimento. Mas, em Manaus, ainda não há um espaço físico para que as pessoas interessadas possam ir para serem ouvidas. “Nós estamos desde 2017 em Manaus e lutando para implantar um posto físico de atendimento”, afirmou.

A pessoa que procura o CVV tem o sigilo assegurado e a total privacidade. O atendimento ocorre em clima de profundo respeito e confiança. O Navima presta assistência também às famílias, inclusive daquela que perdeu o ente querido para o suicídio. 

Outras atividades

 O Centro de Valorização da Vida (CVV) desenvolve outras atividades relacionadas a apoio emocional além do atendimento, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo em todo o Brasil.

Atendimento gratuito

“As famílias precisam prestar atenção no comportamento uma das outras em casa, na mudança de comportamento, no que ela fala. Quando uma pessoa começa a falar que a vida dela não tem mais sentido é hora de pedir ajuda”, alertou cordenadora do Núcleo de Apoio a Vida Manaus (Navima), Luziane  Vitorino.  Segundo ela, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atua em parceria com o Navima,  é uma associação civil criada por amigos que se uniram e começaram a fazer atendimento por telefone para pessoas com algum tipo de problema afetiva emociona, há 56 anos.

Em 1977 começou a expandir-se para outras cidades do  País, estando hoje em quase todas as capitais e diversas cidades do interior do Brasil. São aproximadamente 76 postos e 2 mil voluntários que se revezam em plantões de 4 horas e meia por semana, para o atendimento 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados.

Publicidade
Publicidade