Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
MUITA HISTÓRIA

Atentado a bomba e promessa de Ritta: vida de Calderaro no desfile da Vitória Régia

Em 20 de janeiro de 1959, a redação de A Crítica foi vítima de um atentado a bomba. O artefato explodiu sobre a mesa de trabalho do jornalista Umberto Calderaro Filho



BAIANA_6B8B9FE3-E714-4377-89E0-CD1BBF194B33.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
03/03/2019 às 00:04

A ala das baianas da escola Vitória Régia, do bairro Praça 14 de Janeiro, está vestida homenageando São Sebastião em referência a promessa que Ritta de Araújo Calderaro fez ao descobrir que o jornalista Umberto Calderaro tinha escapado do atentado à redação de A Crítica em 1959. Quando aconteceu a explosão, Ritta estava na procissão do santo.

Pelo sétimo ano consecutivo, a operadora de telemarketing Katiane Santos desfila na ala das baianas da verde e rosa. Ela também é devota de São Sebastião.  “Estamos representando as romarias e procissões de São Sebastião. Além de mostrar a cultura, o conhecimento que adquirimos e tem o divertimento. Somos responsáveis pelo desempenho da escola isso nos traz a emoção”, relatou.

Outras homenagens

A paixão do jornalista Umberto Calderaro Filho pelo futebol também foi retratada em  alas do desfile da escola Vitória Regia. A verde e rosa trouxe à avenida do samba componentes com o uniforme do time amazonense Atlético Rio Negro Clube e do carioca Flamengo. Além do amor ao futebol, o samba e a culinária eram as paixões de Umberto Calderaro.

Explosão

Em 20 de janeiro de 1959, a redação de A Crítica foi vítima de um atentado a bomba. O artefato explodiu sobre a mesa de trabalho do jornalista e fundador Umberto Calderaro Filho. Após o atentado, a família Calderaro teve de sair às pressas da cidade em um avião que a transportou para Belém, não sem antes ter de passar pela ameaça de ser fuzilada no aeroporto de Ponta Pelada, onde havia guardas armados com metralhadoras prontos para disparar.

A salvos em Belém, a família recebeu  o apoio da imprensa local, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de outras unidades da Federação. O então presidente  da República, Juscelino Kubitschek, chegou a fazer um convite a Umberto Calderaro para que ele dirigisse um jornal na futura capital do País, Brasília, no que o jornalista agradeceu, respondendo que o seu lugar era no Amazonas. A bomba não calou Umberto Calderaro e sua aguerrida equipe, que continuaram rodando o jornal, mesmo recebendo todo o tipo de ameaças.

Ficha técnica

Escola: Vitória Régia   

Enredo: “Tinta nas veias, a verdade nas mãos: na Crítica de Calderaro ’70 Anos’ a Voz de uma Nação”

Fundação: 1° de dezembro de 1975

Componente: 3.500

Entrada na avenida: 23h14

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