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Ativista feminista fala como deve ser o perfil da secretária municipal da Mulher

Coordenadora da Marcha Mundial de Mulheres em Manaus, Francy Guedes, diz que a secretária deve vir da militância. Quatro nomes estão sendo analisados pelo prefeito para assumir o cargo 20/07/2013 às 11:02
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Ativista Francy Guedes diz que uma militante feminista, no posto de secretária da Mulher, saberá transitar entre os diversos órgãos para conseguir recursos
kleiton renzo ---

“Prioritariamente, uma mulher. Que tenha pautas específicas dos movimentos de mulheres e vivência dos movimentos. Porque se colocar uma técnica com salário de R$ 14 mil, essa pessoa vai fazer o trabalho dela tecnicamente sem conhecimento algum da militância. A secretária da mulher deve vir da militância”, disse nesta sexta-feira (19) a coordenadora da Marcha Mundial de Mulheres em Manaus, Francy Guedes, sobre o perfil de quem deverá comandar a secretaria municipal de Mulheres que será efetivada pelo prefeito de Manaus Artur Neto (PSDB) até o final deste mês.

Nos bastidores, quatro nomes estão sendo analisados pelo prefeito para assumir o comando da secretaria: a deputada estadual Conceição Sampaio (PP), as vereadoras Socorro Sampaio (PP), Vilma Queiroz (PTC) e Glória Carrate (PSD), e a subsecretária de assistência social e diretos humanos (Semasdh), Ana Lúcia Holanda.

“Entre esses nomes a deputada Conceição Sampaio está mais próxima dos movimentos. Mas é preciso deixar claro que a militância possui outras pessoas tão importantes quanto. Nós temos advogadas, professoras, psicólogas e donas de casas, todas qualificadas para assumir esse compromisso”, afirmou Francy Guedes.

A ativista feminista defende a nomeação de uma gestora saída dos movimentos de mulheres “porque saberá transitar entre os diversos meios para conseguir recursos para as atividades voltadas para as mulheres”.

Militância

“Temos certeza que se for colocar uma pessoa por questões políticas, pode colocar qualquer um que não dará resultado porque não entende do assunto. Nós do movimento vamos às ruas, passamos fome, chuva, sol e brigamos. O prefeito precisa ter sensibilidade para escolher alguém comprometido com os direitos de todas as mulheres”, disse Francy Guedes.

Por força da Lei Delegada aprovada no início do ano com validade de seis meses, o prefeitor deverá publicar até o dia 31 de julho no Diário Oficial do Município (DOM) a criação da secretaria. A partir de 1º de agosto, qualquer mudança na administração terá que ser aprovada pela Câmara Municipal de Manaus.

Conceição Sampaio é cotada

Cotada como nome forte entre os movimentos sociais na disputa pela Secretaria Municipal de Mulheres da Prefeitura de Manaus, a deputada da Assembleia Legislativa (ALE-AM), Conceição Sampaio (PP), disse que no início do ano o prefeito a convidou para fazer parte do secretariado, porém, passados sete meses não houve outra conversa sobre o assunto.

A deputada afirma que o enfrentamento à violência doméstica tem que ser ampliado. “Essa é uma decisão do prefeito. Eu tive uma conversa com ele muito lá atrás. Precisamos melhorar as políticas públicas para as mulheres e me sinto honrada com a lembrança do meu nome. Mas essa é uma decisão que virá do prefeito no momento certo”, comentou Conceição.

Nos bastidores da política a vereadora Glória Carrate (PSD) aparece como indicação do governador Omar Aziz (PSD) para assumir a futura pasta. Confrontada com a informação a vereadora comentou que não aceitaria assumir o cargo. “Meu forte é o parlamento. Esse trabalho em secretaria é muito complicado”, disse Glória.

 

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