Sábado, 24 de Julho de 2021
POLÍTICA

Ato contra Bolsonaro em Manaus terá distribuição de máscaras N-95 e PFF-2

Cinco municípios do Amazonas também realizam atos contra o presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (19). Em Manaus, o ato será na Praça da Saudade, com início às 15hrs



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18/06/2021 às 18:34

Cinco municípios do interior do Amazonas e a capital receberão atos contra o presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (19). Convocado à nível nacional pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular os organizadores em Manaus esperam mais de 3 mil manifestantes que sairão  às 15h da Praça da Saudade com destino ao Teatro Amazonas, bairro Centro - zona Centro-Sul, para levantar as bandeiras da defesa da vida, contra cortes na educação e a Reforma Administrativa. Devido a quantidade de pessoas esperadas, de acordo com o organizador, serão providenciadas máscaras N-95 e PFF-2 para serem distribuídas.

Coordenador da Frente Brasil Popular em Manaus, Yann Evanovick disse que está clara a negligência do presidente em relação à pandemia no país. Para ele, Bolsonaro tenta empurrar a responsabilidade pelo problema para governadores e prefeitos, comportamento que ficou explícito, na visão de Yann, durante às apurações da Comissão Parlamentarde Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado.
 
“Esse ato é fruto da análise do movimento social brasileiro de que é preciso pressionar o governo federal para que esse governo federal pare com essa política negacionista”, justificou o coordenador culpando o governo federal pelo número elevado de mortes pela Covid-19 e não aquisição de vacinas.



Com forte presença de movimentos estudantis uma das reivindicações principais da ação e a defesa dos recursos para a educação que durante o último ano foi de quase 30% do orçamento anual direcionado as atividades da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

"Se todas as pessoas vacinas na Ufam estivessem vacinadas e quisessem voltar as atividades teriam dificuldades, pois o corte na Ufam chega a quase 30%. É algo muito preocupante os cortes que tem acontecendo na educação brasileira e na ciência e tecnologia”, reforçou Evanovick. 

O coordendor da mesma frente em Itacoatiara, a 270 quilômetros de Manaus, Genildo Oliveira revelou que além da agenda nacional da manifestação, no município deve ser abordado o resgate às cores da bandeira nacional, que foi adotada por movimentos bolsonaristas como identidade visual. Lá, o ato adota um novo formato e os manifestantes saíram da sede da Ufam pelas ruas da cidade em carros, motos e bicicletas.

"É um resgate pela vida. Um resgate pelas nossas cores, porque as cores da bandeira brasileira foram usurpadas dos verdadeiros brasileiros. Estamos também reivindicando mais vacina pra que todos possam ser vacinados. São são dez meses de atraso dessa campanha de vacinação. Nós entendemos que o Presidente da República não tem condições de administrar o país", ressaltou Genildo. 

Os protestos também ocorrerão em Tefé, às 08h30 em frente ao Feira Municipal;  Parintins às 16h no Mercado Municipal Zezito Assayag;  Manacapuru às 16h Praça da Matriz; e Humaitá às 17h também da catedral do município. Além dos estudantes e professores devem marcar presença ainda movimento sociais, estudantis, sindicais e partidos políticos que fazem oposição a Bolsonaro. 

Risco e distanciamento social

A tentativa de não aglomeração ganhará um reforço no ato em Manaus, após o último evento. Compreendendo os riscos da falta de distanciamento social, os organizadores entende  que a exposição  ao vírus é necessáris para sair às ruas e chamar atenção da sociedade, em especial dos governantes sobre a gestão do país.

"Uma marca dos nossos atos tem sido o distanciamento social, distribuição de álcool em gel e as pessoas usando máscara, porque nós ficamos em uma situação de que: ou a gente fica em casa acompanhando como expectadores ou a gente toma uma posição para chamar a atenção da sociedade", apontou Yann. 

Devido a quantidade de pessoas esperadas, de acordo com o organizador, serão providenciadas máscaras N-95 e PFF-2 para serem distribuídas. Estudantes da área de saúde de universidades públicas devem também organizar uma brigada de saúde para avaliar quem participar do protesto.

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