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Manaus
LAVA JATO

Ato em apoio a Operação Lava Jato reúne 40 pessoas em Manaus

Em Manaus, o ato classificado como "simbólico" pelos organizadores ocorreu em frente ao Ministério Público Federal, localizado na avenida André Araújo, bairro Adrianópolis, às 11h, e reuniu menos de 40 manifestantes 26/03/2017 às 11:59 - Atualizado em 26/03/2017 às 14:42
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(Foto: Winnetou Almeida)
Janaína Andrade Manaus (AM)

Movimento que nos últimos anos levaram milhares de pessoas às ruas pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff realizaram neste domingo (26), a primeira manifestação do ano, em defesa da operação Lava Jato. Em Manaus, o ato classificado como "simbólico" pelos organizadores ocorreu em frente ao Ministério Público Federal, localizado na avenida André Araújo, bairro Adrianópolis, às 11h, e reuniu menos de 40 manifestantes. 

Convocados pelo Movimento Vem Pra Rua, o protesto, que ocorre em pelo menos 120 cidades brasileiras,  reivindica, além da manutenção e transparência da Lava Jato, o fim do foro privilegiado e rejeitam o aumento do fundo partidário  e o sistema de voto em lista fechada, que ganhou força nos últimos dias entre políticos e representantes do Judiciário. O ato também pediu a renovação política em 2018. 

Um dos coordenadores do ato, Julio Lins, explicou que o ato tem por intuito somar com as demais manifestações que ocorrem em todo país e multiplicar apoiadores da operação Lava Jato e das instituições  brasileiras. 

"Por isso o ato está ocorrendo em frente ao MPF, que é um marco da Justiça do estado do Amazonas, mas também reflete a justiça em todo país. O nosso objetivo é fortalecer as instituições, fortalecer a Lava Jato e as outras operações em curso pela Polícia Federal com as forças tarefa. Também somos contrários ao foro privilegiado e ao fundo partidário. Somos contrários a essa reforma política que inúmeros deputados e senadores estão tentando implementar, como a lista fechada, onde o eleitor não votaria mais em um candidato e sim no partido. Nós sabemos que essa é uma tentativa que busca um discurso político bonito, mas na verdade querem mesmo é a permanência no poder e a reeleição",  disse Lins. 

Questionado sobre a baixa adesão da população ao ato deste domingo, Julio afirmou que é mais fácil atrair a população em atos contrários - como o Fora Dilma, do que a favor de alguém, no caso o juiz Sérgio Moro e a operação Lava Jato. 

"Na época do impeachment nós realizamos manifestações não somente com milhares de pessoas, nós realizamos uma vigília em frente ao TCU com esse mesmo número de pessoa que está aqui hoje, nós realizamos diversos atos de resistência. Aquela era apenas um pauta e que foi vencida, mas outras pautas surgem e o país não iria melhorar do dia para a noite, pois o problema é estrutural e Cultural. Mas também essa cultura de combate a corrupção veio para ficar. Em um primeiro momento quero dizer que nós não votamos no Michel Temer, que foi eleito numa chapa que elegeu a Dilma, e os vícios continuam neste governo", justificou. 

A assistente administrativa Aldenira Braga, 28, se definiu como "saturada de tanta roubalheira e corrupção". "Os casos de corrupção podem continuar surgindo, sendo revelados, mas enquanto a gente mostrar a nossa voz, vier de corpo presente as manifestações, vamos mostrar que não estamos de olhos fechados para as ilegalidades praticadas por políticos e empresários", defendeu. 

O ato contou com quatro cartazes com as seguintes frases: "Lugar de corrupto é na cadeia";  "País rico é país se me statal";  "Lula na Papuda" e "Deixem a PF-MPF trabalhar" e durou pouco mais de uma hora.

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