Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
JUSTIÇA

Audiência de desembargador acusado de estuprar a neta começa sem o réu

O desembargador aposentado Rafael Romano não compareceu na primeira oitiva do caso, que começou na manhã desta segunda-feira (26)



RAFAEL-ROMANO_EAAF115C-CCFA-4BF9-B752-295045699469.JPG Foto: Arquivo/AC
26/11/2018 às 11:43

O ex-juiz da Infância e Juventude Rafael Romano não compareceu à primeira audiência de instrução e julgamento do processo em que é acusado por estupro de vulnerável, iniciada às 10h desta segunda-feira (26), pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O desembargador aposentado foi denunciado pelo Ministério Público (MPE) por abusar sexualmente da própria neta desde os 7 anos de idade. Hoje, a garota tem 15 e os estupros teriam ocorrido ainda quando a jovem tinha 14 anos. Romano nega a acusação.

A audiência de hoje é a primeira oitiva do caso. Estão sendo ouvidas as testemunhas de acusação arroladas pelo MP-AM. A ausência de Romano não impede a realização da instrução do caso, porque a presença do acusado é necessária apenas quando for agendado seu interrogatório – o que ainda não foi feito, segundo a assessoria de imprensa do TJ-AM.



As testemunhas de Defesa devem ser ouvidas nesta terça-feira (27). O acesso de jornalistas à audiência foi vetado porque o processo corre em segredo de justiça e envolve uma adolescente. A juíza Patrícia Chacon, da Vara de Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, deve conceder entrevista coletiva à imprensa após o fim dos depoimentos desta segunda-feira (26).

O caso

O ex-juiz da Infância e Juventude Rafael Romano foi denunciado, em fevereiro, no MP-AM por abuso sexual contra a própria neta. A mãe da adolescente, a advogada Luciana Pires, informou que os abusos ocorriam desde que a menina tinha 7 anos.

À época, ela contou ao Portal A Crítica que a jovem decidiu expor a situação após a tentativa de suicídio de uma amiga da mãe. Luciana disse que a filha só teve coragem por pensar que poderia perder a mãe devido à morte da amiga. Em abril, o MP-AM denunciou Romano à Justiça Estadual por estupro de vulnerável.

Outra denúncia

Após a repercussão do caso, uma ex-funcionária da filha de Rafael Romano também denunciou o desembargador aposentado por abusos sexuais que teriam ocorrido durante o período que a mulher trabalhou para a família. No período dos abusos, a vítima também era menor de idade. Romano também nega a acusação.


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