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Manaus
MORTE NO PORÃO

Audiência de instrução do delegado Gustavo Sotero começa nesta quinta-feira (14)

Sotero foi denunciado por homicídio qualificado no processo do assassinato do advogado Wilson Justo Filho, ocorrido na casa de shows Porão do Alemão em novembro de 2017 13/06/2018 às 06:00 - Atualizado em 13/06/2018 às 09:44
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Foto: Reprodução/Internet
Joana Queiroz Manaus (AM)

Começa nesta quinta-feira (14) a audiência de instrução e julgamento do processo do homicídio do advogado Wilson Justo Filho e de três tentativas de homicídio contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, esposa de Wilson, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza, cuja autoria é atribuída ao delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero. Entre vítimas e testemunhas, um total de 18 pessoas serão ouvidas.

A audiência de instrução e julgamento é a fase do processo em que o juiz ouve os argumentos das partes envolvidas e suas testemunhas para solucionar problemas antes de sentenciar. A audiência também prepara o processo para chegar a uma solução adequada, e até propõe acordos em alguns casos.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a audiência está marcada para começar por volta das 9h30 e vai acontecer na sala de audiência da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no fórum Henoch Reis, no bairro São Francisco, Zona Sul.

Ainda conforme a assessoria, a imprensa não poderá assistir à audiência, mas a juíza do caso Mirza Telma de Oliveira disse que no final falará com os repórteres. Além da magistrada, vão participar a defesa do réu, advogados das vítimas, o promotor de justiça Armando do Amaral e testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação.

O crime

O delegado Gustavo Sotero foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa do ofendido. O crime aconteceu dia 25 de novembro do ano passado dentro da badalada casa de rock Porão do Alemão, localizada na Estrada da Ponta Negra. Na ocasião, além de matar o advogado, o delegado feriu outras três pessoas.

Na data do crime em questão, Wilson Justo Filho saiu de casa na noite de sexta-feira para comemorar a compra de um apartamento novo com amigos e a esposa Fabíola. A comemoração acabou com os disparos efetuados pelo delegado. A motivação teria sido o fato de o policial estar dando em cima da esposa do advogado assassinado.

Imagens

Imagens do local do crime mostram que o advogado partiu para cima do delegado lhe desferindo murros no rosto. Sotero sacou a arma que tinha na cintura e atirou várias vezes contra a vítima. Os tiros também acertaram as outras pessoas que estavam próximas.

Defesa

“Embora a defesa esteja convencida de que não houve crime e que o nosso cliente agiu em legítima defesa, vamos solicitar a reconstituição para que não haja nenhuma dúvida de que não houve crime”, disse uma das advogadas do delegado, Carmem Romero.

A advogada defendeu que seu cliente, Gustavo Sotero, não cometeu nenhum crime e que o caso dele se trata de uma “excludente de ilicitude” - uma causa excepcional que retira caráter antijurídico de uma conduta tipificada como criminosa.

“Até o momento ele (Gustavo Sotero) ainda não sabe por que foi agredido. Ele estava ali se divertindo, quando recebeu a agressão e reagiu para fazer cessar”, afirmou Romero. Ainda segundo a advogada de defesa, Sotero não estava “paquerando” ninguém e foi pego de surpresa.

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