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Audiência Pública apontou mudanças no Prosamim

Matas devem ser preservadas em nova etapa do Programa 24/05/2013 às 19:50
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Diversas entidades ambientais participaram da Audiência Pública
acritica.com Manaus (AM)

As matas ciliares da região onde será implantada a terceira etapa do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) serão preservadas. A promessa foi feita pelo o coordenador institucional do programa, Lúcio Rabelo, durante a audiência pública realizada, nesta sexta-feira (24), na Câmara Municipal de Manaus com  tema “Saneamento e Revitalização dos Igarapés”. O debate do assunto foi promovido a pedido do presidente da Comissão de Meio Ambiente da CMM, vereador Everaldo Farias (PV).

O conceito de mata ciliar é dado à vegetação das margens de rios e mananciais responsáveis por proteger os cursos de água do assoreamento.  Segundo Everaldo, a promessa da coordenação do programa foi uma vitória dos representantes de entidades civis que lutaram por essa mudança no projeto do programa.  

“Essa foi uma promessa feita pelos responsáveis do projeto durante a audiência pública. É algo que vamos acompanhar de perto, eles assumiram que foi um erro não ter preservado as matas ciliares na primeira e na segunda etapa, mas na terceira isso já será corrigido e esse é um resultado importante da audiência de hoje”, completou o vereador Everaldo.

Para ele, o propósito da audiência pública foi atingido com a união de entidades ambientais, sociais e governamentais na discussão sobre os Igarapés da capital. “Conseguimos elencar medidas, questionamentos, ideias e propostas que possam satisfazer os órgãos envolvidos na revitalização dos igarapés. Hoje, por exemplo, as entidades ambientais frisaram muito sobre o Prosamim, que recebeu muitas sugestões e até críticas”, disse.

Pronunciamentos

Durante toda a audiência, diversas entidades ambientais  compostas por pesquisadores e estudiosos da área ambiental apresentaram estudos científicos que mostravam a destruição causada ao meio ambiente após a implantação do Prosamim. Presidente do Instituto Amazônico da Cidadania (Iaci), Hamilton Leão, destacou que os mais de 1 mil igarapés de Manaus são reconhecidos constitucionalmente e legalmente como áreas de preservação permanente (APP), na condição de floresta urbana e que este fator supera os interesses do Estado.

“A forma de revitalização que o Governo vem adotando com o Prosamim é um atentado à paisagem natural da cidade, um verdadeiro crime ecológico, acarretando a total destruição desses igarapés” alertou Hamilton. Ele reconheceu que o trabalho de revitalização era necessário em função do processo irregular de ocupação feito pela população, mas sem comprometer o curso dos igarapés. “Mas não foi o que ocorreu, porque muitos foram somente aterrados”, concluiu.

*Com informações da assessoria de comunicação

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