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Audiência pública discute Plano de Mobilidade Urbana

Na última quarta (3), a Prefeitura organizou audiência na Ufam para apresentar plano que prevê mais vias públicas para a cidade de Manaus 04/06/2015 às 14:00
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Ativistas reclamaram que plano em construção desconsidera a opção do transporte individual por bicicletas
Adália Marques Manaus (AM)

Paradas de ônibus sem cobertura, calçadas estreitas e quebradas, ruas esburacadas, ausência de ciclovias e ciclofaixas,  congestionamento; ruas sem iluminação, postes mal localizados, pessoas com deficiência lutando diariamente por mais acessibilidade, esses são alguns dos problemas de Manaus que foram debatidos na última quarta-feira, 3,  no auditório Rio Amazonas,  da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas, em audiência pública para a formulação do Plano de Mobilidade Urbana.

Segundo o Superintendente Municipal de Transportes Urbano, Pedro Carvalho,  o plano é importante para promover alterações significativas no padrão de circulação de pessoas e bens. Ele afirma que  mobilidade com acessibilidade plena à cidade é  uma necessidade econômica, pois reduz o consumo de tempo das pessoas, os espaços viários e fomenta uma nova visão de cidade.

Segundo o presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito,  Paulo Henrique, o plano objetiva fazer uma reestruturação do transporte coletivo, implantação de corredores preferenciais em avenidas como André Araujo, Djalma Batista, Coronel Teixeira , entre outras,  para acabar com os congestionamentos. A proposta é um programa de ampliação e reconciliação do sistema estrutural fazendo ligação entre as grandes avenidas, como  exemplo a avenida Djalma Batista com acesso à Eduardo Ribeiro, um contorno no Distrito Industrial, a ligação do Sesi à Cidade Nova, da rua Pará à Marginal Mindu entre outras.

Segundo o universitário e Diretor do DCE, André Moraes, 22, A Ufam sempre gerou muitos técnicos na área principalmente egressos da Faculdade de Tecnologia e para ele foi bom participar dessa discussão. “Nós precisamos encontrar um modal certo para o transporte coletivo, aqui mesmo, dentro da UFAM, o transporte é deficitário na questão de horário, na própria relação da qualidade dos ônibus, no trânsito para chegar e sair,  e por ser dentro da comunidade acadêmica nós podemos estudar as possibilidades de melhores para a cidade”, disse.

A universitária Adria do Nascimento, 20, afirma que é satisfatório participar dessas audiências, mas tudo parece um conto de fadas, uma fantasia. “Eu não acredito que haja verbas pra isso, na verdade até há, mas eles jamais investiram tanto”, afirmou.

Duração 

Vinte e cinco anos será o prazo de validade  do Plano de Mobilidade Urbana que está sendo construído pela Prefeitura de Manaus em audiências públicas com diversos segmentos sociais. Essas audiências são obrigatórias conforme a Lei de Mobilidade Urbana do Estatuto da Cidade. O plano também dá acesso da cidade a recursos federais.

 Discussão 

A mesa de debates foi composta pelo Superintendente da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) Pedro Carvalho, o presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Paulo Henrique Martins e o Consultor em Planejamento de Mobilidade Urbana, engenheiro civil José Carlos Grafite.

Legislação

As audiências públicas são exigências  da Lei de Mobilidade Urbana do Estatuto da Cidade, que estimula a participação da população na construção do plano. Ao todo serão 9 audiências, depois todos os questionamentos serão condensados e o Plano será encaminhado para a câmara com uma minuta de Lei contendo todas as diretrizes, e dentro das diretrizes as ações que a cidade precisa em um período de 25 anos.

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