Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
Manaus

Avenida das Flores: uma estrada de problemas

À espera de indenização, moradores denunciam que casas demolidas para avenida das Flores viraram moradia de bandidos



1.jpg Trecho da avenida cortará parte do residencial Eduardo Braga, na Zona Norte
16/04/2013 às 08:52

<!-- /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}-->



Moradores do parque residencial Eduardo Braga, Zona Norte, cujas casas ficam na rota das obras de continuação da avenida das Flores, estão desesperados com a violência desenfreada que domina a área desde quando começou o processo de indenização dos imóveis.

A maioria das casas foi parcialmente demolida e acabaram se transformando em mal assombradas. Infelizmente, neste caso, a ficção deu lugar à realidade e a assombração é provocada por marginais e assaltantes que ocupam os prédios à noite para consumir droga e atacar os transeuntes.

Por volta das 21h de domingo uma jovem que havia saído de uma igreja evangélica foi atacada por dois homens e só não foi estuprada porque foi socorrida por moradores da rua 5. Só não foi possível evitar que os assaltantes levassem os pertences dela. A Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) começou a pagar as indenizações este mês e até ontem, menos da metade dos proprietários haviam recebido.

A doméstica Lira Cardoso Santana, 43, fez um apelo à Suhab para que apresse o repasse das indenizações para que o restante das famílias deixe o local visto que se tornou bastante perigoso. “Os bandidos tomaram conta dessas casas abandonadas. Estamos desesperados com essa situação. Eles (governo) têm que fazer logo o pagamento da nossa indenização porque estamos ficando abandonados e sujeitos a todo tipo de violência. Meu medo é que tenho quatro filhos que estudam e também freqüento igreja durante a noite”, apela a dona de casa.

Em pior situação se acha a dona de casa Marja Lúcia Albuquerque, 63. Quando a equipe passou cadastrando as casas ela estava internada num hospital e sua residência não foi marcada com as letras AVT (Avenida das Torres, numa alusão ao primeiro trecho da grande via que inicia na avenida Ephigênio Sales). “Estou com medo. Me disseram que vou ser uma das últimas. Meu Deus! Além da violência tem o problema da rua que está sendo tomada por barro e lama que descem toda vez que chove e, como isso aqui vai acabar, agora é que ninguém vai fazer nada mesmo”, reclama Marja.

SUHAB

A assessoria de comunicação da Suhab informou que as indenizações ocorrem  de acordo com o andamento das obras, além de obedecer um cronograma estabelecido pela política de pagamentos do Estado.

Dois problemas podem retardar o pagamento das indenizações: ou o proprietário deixou de apresentar algum documento obrigatório ou o imóvel é de herdeiros que ainda não chegaram a um consenso a respeito da indenização.

Abandono é problema no Galileia 1º

A CRÍTICA publicou matéria, em fevereiro, sobre o grande número de casas populares, construídas pelo governo, mas que nunca foram ocupadas e nem cuidadas por quem foi beneficiado.

O maior índice de prédios, no formato original e dominadas por mato e suas consequências, foi verificado no conjunto residencial Galiléia 1º, Zona Norte, ao lado do Residencial Eduardo Braga. A reportagem retornou ao local ontem e constatou que o problema continua sem solução. Vizinhos das casas abandonadas reclamam não só pela visita indesejada de cobras, baratas e ratos, mas porque os imóveis são  ocupados por consumidores de drogas.

Outra dificuldade é enfrentada por quem pretende vender sua casa. É o caso da vendedora autônoma Albertina Silva. O matagal da casa ao lado assusta todos os pretendentes.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.