Domingo, 21 de Julho de 2019
Manaus

Avenida de Manaus é fechada durante protesto

Grupo se manifestou contra a construção de baias para recuo de ônibus e estacionamento no local. Outros protestos ao longo da semana devem ser realizado caso a obra continue



1.gif O grupo procurou chamar a atenção dos motoristas para a construção que, segundo eles, está sendo feita sem que a população seja comunicada ou consultada
08/07/2013 às 09:57

Um grupo de aproximadamente 50 pessoas fechou a avenida Mário Ypiranga Monteiro, na Zona Centro-Sul, na noite deste domingo (07), em protesto contra a construção de um recuo para ônibus, na praça Nossa Senhora de Nazaré, entre a avenida Mário Ypiranga Monteiro e rua Fortaleza, no bairro Adrianópolis. A obra realizada pela Prefeitura de Manaus visa reduzir a retenção na via e vem sendo realizada desde o ano passado em vários pontos da cidade que sofrem congestionamentos.

Apesar do pouco tempo do bloqueio, a retenção na via se estendeu até a área de um centro comercial próximo. Eles pedem a paralisação da construção das baias e prometem fazer outros protestos ao longo da semana caso a obra continue.

Com mudas de árvores das espécies seringueiras e ipês nas mãos, o grupo permaneceu sentado na avenida por poucos minutos para chamar atenção dos motoristas que passavam pelo local. Outros participantes do protesto comunicaram aos motoristas que não sabiam a razão do bloqueio enquanto o semáforo estava fechado para passagem. Eles pediam apoio e adesão da população informando que a obra da prefeitura está descaracterizando a praça. Os manifestantes cantaram palavras de ordem contra a intervenção do município que, segundo eles, também não comunicou os moradores sobre a obra iniciada na manhã do último sábado.

Eles afirmam que a prefeitura está destruindo parte da praça que compõe o conjunto urbanístico do bairro Adrianópolis e que é considerada um patrimônio, principalmente, pelos moradores da área. Entre os participantes estão artistas plásticos, professores, estudantes e jornalistas.

Eles plantaram 40 mudas no local onde o recuo está sendo construído. Algumas foram tiradas de outros pontos da própria praça, mas a maioria foi obtida no setor de doação de mudas do Parque Municipal do Mindu, no bairro Parque Dez,  Zona Centro-Sul.

Segundo o artista plástico e historiador Otoni Mesquita, a praça é um símbolo para os moradores da área e não pode sofrer uma intervenção sem que eles sejam consultados.

“Esperamos que esse ato simbólico possa sensibilizar a população e mostrar para a prefeitura que estamos de olho no espaço. Queremos com essa iniciativa desencadear uma discussão de um processo que não temos. Não temos membros na prefeitura que nos representem. Quem veio ouvir a população e os moradores da área para saber se concordariam com a obra? A prefeitura começou isso sem avisar e queremos preservar esse espaço centenário”, disse.

De acordo com o morador Keyce Jhones, o protesto é um comunicado à prefeitura que a população está em alerta e não permitirá a realização de obras que “prejudiquem o patrimônio público”. “Essa praça faz parte da memória cultural e afetiva dessa cidade. Ela não pode sofrer esse tipo de intervenção. Já passou muito tempo maltratada e agora que as árvores estão bonitas e o calçamento renovado a atual gestão vem e faz isso”, afirmou.

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