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Avenida que liga as Zonas Norte e Oeste de Manaus, Grande Circular 2 esconde diversos perigos

Uma das principais vias da Zona Norte da capital amazonense não tem sinalização de trânsito, o que acrescenta um risco a mais - além dos buracos, ladeiras e retornos ilegais 30/07/2015 às 10:13
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Os riscos de quem trafega pela avenida, que acumula diversos nomes diferentes, são diários - seja pedestre, motorista ou motociclista
Nelson Brilhante Manaus (AM)

A avenida  que liga o bairro Cidade de Deus, Zona Norte, à avenida Torquato Tapajós, Zona Oeste,  continua  um risco para condutores e pedestres. Longa, ela troca três vezes de  nome: Grande Circular 2, Margartia e Arquiteto José Henriques Bento Rodrigues e a falta  de sinalização é o problema.

E pensar que nessa grande via fica o principal centro de treinamento do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran), órgão que fiscaliza e controla as normas de trânsito de trânsito no Estado.

Em toda a sua extensão não há sinalização. O único trecho mais “organizado” fica no entorno de um grande shopping, recentemente inaugurado na área. O restante, são ladeiras, buracos no asfalto, retornos, cruzamentos perigosos e a ousadia de motoristas se aproveitando da situação.


O único trecho da via onde tem sinalização é uma passarela localizada em frente a um shopping recém-inaugurado

Morador no vizinho bairro Monte das Oliveiras, o autônomo Kenisson da Costa Mota, 36, que faz entrega de quentinhas, sabe muito bem o tamanho do risco que corre todos os dias. “Ando nessa avenida todos os dias. Sem faixa de pedestre, para atravessar tem que meter a cara mesmo, correndo todos os riscos”, denuncia o vendedor.

O estudante Mateus Henrique de Lima Ferreira, 13, que também mora próximo, lembra que seu irmão, de 10 anos, sofreu fratura nas pernas ao ser atropelado por uma motocicleta quando tentava atravessar a avenida. “Para atravessar, sem faixa de pedestre, tem que esperar bastante e correr muito porque os carros passam muito rápidos e os motoqueiros são todos doidos. Meu irmão quase morre”, revela o estudante.

A doméstica Aldenize Michilles, 27, moradora do Nova Cidade, bairro cortado pela avenida Avenida Margarita, lembrou das dificuldades enfrentadas por deficientes físicos. “Tem gente que não pode subir essa escada imensa para pegar a passarela. Não tem nenhuma faixa de segurança, então o risco é grande. Imagine a situação de um cadeirante ou de um idoso precisando atravessar a rua! Depois da passarela só tem um retorno e nenhuma faixa de pedestre”, denuncia Aldenize.

Acidente fatal

Embora a falta de sinalização não tenha sido fator determinante, a pista foi palco de um trágico acidente na manhã do dia 22 de julho, que resultou na morte de seis pessoas que estavam num carro modelo Voyage.

O motorista Robson Nascimento Bastos, que conduzia o veículo, bateu no canteiro central da avenida e atravessou a pista, atingindo frontalmente um ônibus que fazia transporte de trabalhadores do Distrito Industrial.

Prefeitura promete solução

O diretor do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Paulo Henrique Martins, disse que o órgão está em ritmo intenso de revitalização e manutenção de faixas de pedestres em vários bairros da cidade, inclusive os da Zona Norte. “Nessa área da cidade serão contempladas as avenidas Noel Nutels, Camapauã ,Grande Circular 2, que receberá faixas de pedestres ainda esta semana. O projeto mais amplo de sinalização ocorrerá paralelo à recuperação dessa via. Esse trabalho de recuperação será executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf)”.

De acordo com Martins, a Prefeitura tem mantido frentes de trabalho que envolvem o Manaustrans e a Seminf. “Estamos empenhados , neste verão,  para resolver os problemas que apareceram durante o período de chuva. Agora, estão sendo detectados e resolvidos. O trabalho é realizado todos os dias, com várias equipes”, explicou. Ele disse ainda que na frente do shopping Via Norte a passarela e a faixa foram implantadas por conta de uma medida compensatória aplicada ao centro de compras pela Prefeitura de Manaus.


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