Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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CAOS

Avenida Torquato Tapajós tem 13 quilômetros de vários problemas e perigos

Acidentes, mortes, desrespeito de motoristas, constrangimento sofrido por pedestres e outros absurdos fazem parte do dia a dia de uma das avenidas mais movimentadas e famosas da capital amazonense


03/06/2018 às 18:54

Uma das vias mais populosas da cidade, que corta vários bairros e conjuntos, a avenida Torquato Tapajós concentra vários problemas que ao longo dos anos se avolumam em paralelo ao intenso trânsito que os seus 13 quilômetros de extensão recebem diariamente. Via de acesso à capital através das as rodovias AM-010 e BR-174, ela é gigantesca nas reclamações de motoristas e pedestres ocorrências negativas. 

Os problemas começam pela parcela imprudente de motoristas que desrespeitam placas de sinais como os de retorno proibido na área de entrada da conhecida comunidade Parque São Pedro. “Quem faz isso gera risco de acidentes pois o trânsito aqui é muito veloz”, diz a dona de casa Walderiza de Freitas, 64, que fazia compras na via junto com o marido, João Azevedo. “Recentemente nesse retorno uma carreta bateu uma moto. Aqui tem semáforo, mas é complicado porque tem motorista que não respeita”, garante ele.   

Pedestres entrevistados por A CRÍTICA também acham um absurdo que, naquele mesmo local, o semáforo feche para uma faixa de pedestre e continue aberto no prolongamento da via. “O sinal deveria ser igual nas duas faixas. Já vi muitos acidentes. Minha esposa já foi atropelada por um motoqueiro ao atravessar”, conta Raimundo Farias de Souza, 59.


Constrangidos, pedestres aguardam semáforo abrir após já terem atravessado em outra faixa

Próximo à polêmica sede do Aeroclube de Manaus (a qual muitos opinam que deveria ser transferida para outro local devido a incidência de acidentes aéreos na região), o cruzamento entre veículos que vêm das avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, e desembocam na Torquato, é um exercício de destreza, paciência e habilidade principalmente se o condutor quiser dobrar à direita para a avenida Professor Nilton Lins.


Há perigo para quem vem da Constantino Nery e Djalma Batista, próximo ao aeroclube 

“O que deveria ter aqui na avenida Torquato Tapajós é uma passarela e não essa vala concretada porque o pessoal atravessa e o sinal não funciona na maioria das vezes. E se a pessoa resolve atravessar pela rua sem a passarela está correndo risco de morte. É estender a mão e você morrer em dois segundos, ou perder o braço e perder alguma coisa”, disse a estudante Talia Souza Bueno, 21, que mora no bairro Novo Israel, um dos existentes na extensão da Torquato. 


Matagal nos canteiros também foi registrado pela reportagem na Torquato

Um exemplo de imprudência, ressalta a jovem, é feito por mototaxistas que cruzam a via na contramão, e passando por cima da calçada não respeitando os pedestres. Ela frisa que a construção de passarelas seriam uma alternativa mais segura para idosos que não têm condições de ficar atravessando sozinho, além dos deficientes. “Os acidentes de carro são constantes aqui. Se quebrar um carro, os de trás batem. Ficam enfileirados. Já vi tirarem corpos de vítimas daqui. Outra coisa que preocupa é a criminalidade: eu mesma já fui assaltada durante um ‘arrastão’. Sempre nas madrugadas tem ‘arrastão’ nesta área. Passou, levou”, conclui a estudante.

Via é a segunda em mortes no ttrânsito

A Torquato Tapajós foi a segunda via da cdade em número de mortes por atropelamentos em 2017, de acordo com dados fornecidos pelo Departamento Estadual do Trânsito (Detran-AM). Ano passado, a avenida registrou 8 mortes, ao lado da Coronel Teixeira, na Zona Oeste, que teve o mesmo número de vítimas fatais. A “campeã” no ranking das mortes foi a avenida Autaz Mirim, na Zona Leste, com nove registros.

Em 2017, o total de mortes por atropelamento na capital foi de 66 vítimas contra 13 no interior do estado. No total os acidentes de trânsito deixaram 306 vítimas lesionadas.

“Já vi muitos acidentes feios aqui na Torquato e em outras vias da cidade”, disse o ex-agente de trânsito e atual motorista de serviços de transporte em aplicativos Pedro Palheta da Silva, de 62 anos, há 39 deles como condutor habilitado.

Histórico

A avenida Torquato Tapajós começou a ser constrúida no primeiro governo de Plínio Ramos Coelho  (1955-1959), depois as obras tiveram continuidade na primeira administração de Gilberto Mestrinho governo (1959-1963) e prosseguiu até a cassação, pelo Regime Militar, do segundo mandato (1963-1964) do governador Plínio Coelho. As obras foram retomadas e concluídas em 1964, pelo governador Artur César Ferreira Reis.

Assaltos em ônibus

Assaltos a usuários de transporte coletivo são frequentes na Torquato. São comuns relatos de passageiros como da linha 307. Num dos casos recentes, um bandido pegou na mão de uma vítima, dizendo que Jesus a amava, enquanto seu comparsa recolhia os objetos dos passageiros.

Em números

58

É o número de linhas de transporte coletivo urbano que trafegam no corredor da Torquato Tapajós atualmente, perfazendo um total de 419 veículos de acordo com as informações da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).
 

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