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Avião que caiu em Manaus saiu de Dallas (EUA) e seguia para Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)

Os primeiros documentos, como as cadernetas de motor, de célula, certificado de exportação e o registro da aeronave, tudo em formulário americano, estavam dentro do padrão 13/03/2013 às 09:22
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Retirada do Cessna que caiu no Tarumã
Ana Carolina Barbosa Manaus

O avião monomotor, da fabricante Cessna, modelo 206, que caiu nessa segunda (11) no Tarumã, Zona Oeste de Manaus, saiu de Dallas, Estados Unidos, e seguia para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Os primeiros documentos, como as cadernetas de motor, de célula, certificado de exportação e o registro da aeronave, tudo em formulário americano, estavam dentro do padrão, não havendo, até o momento, qualquer irregularidade neste quesito. A informação é do chefe do Seripa-7 (Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), tenente-coronel Arthur Rangel.

Este é o resultado preliminar da primeira fase dos trabalhos de investigação e perícia, realizados pela equipe do Seripa-7, entre a noite de segunda e a manhã desta terça-feira (12/03), na aeronave. Ele disse que, por conta da logística necessária à análise de peças e documentos, os trabalhos do órgão podem durar mais de 12 meses. Contudo, há fortes indícios de que o acidente ocorreu por falhas no motor.

Proprietário

Rangel explica que alguns dados foram fornecidos pelo proprietário do avião particular, até então tratado como co-piloto pelas autoridades, mas que na verdade estava no papel de passageiros: Luís Fernando, 40.

Luís informou ao Seripa em entrevista que estava levando a aeronave, pilotada por Jhon Thompson, 42, dos Estados Unidos à Bolívia, seu país de origem. No caminho fez uma parada em Boa Vista (RR) e pousaria em Manaus para abastecer e seguir viagem. A informação também consta no plano de voo informado à Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Contudo, a viagem foi interrompida pelo acidente.

Hoje, durante a perícia realizada nos destroços, também foi verificada a dinâmica do monomotor. A primeira fase da investigação, que deve gerar recomendações a serem emitidas a partir de um relatório entregue ao Ceripa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes), deve ser concluída nesta quarta (13), quando o chefe do órgão espera falar com o piloto a respeito das possíveis falhas ocorridas no avião.

Rangel explica que será feita uma entrevista e que Jhon Thompson, que está hospedado em um hotel da cidade de conhecimento tanto do Seripa quanto da Polícia Federal (PF), pode procurar o Seripa de forma voluntária, não sendo obrigado a prestar esclarecimentos. “Mesmo se ele não comparecer, sabemos que ele (piloto) declarou à torre situação de emergência”, disse, atestando que este é mais um indício de que pode ter havido falha no motor.

Abertura do motor

Após essa fase, será definido o laboratório ou oficina homologada para a abertura e análise do motor, espaço que não existe em Manaus. Algumas opções são as homologadas em Goiânia e São Paulo. “A abertura do motor exige ferramentas especiais e bancada de teste”, frisou o tenente-coronel. Durante a apuração dos fatores que contribuíram para o acidente também serão levados em consideração fatores meteorológicos.

Rangel informou que o avião monomotor já foi removido da estrada do Turismo, onde fez o pouso forçado, para uma área da Infraero, nas proximidades dos terminais do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (avenida Santos Dumont, Tarumã, Zona Oeste). Atualmente, ele está sob a custódia do Seripa. Sobre os motivos da viagem realizada por Jhon e Luís, Rangel alegou que caberá à autoridade policial, no caso a PF, apurar. 


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