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Bancas de revista buscam estratégias para conquistar clientes em Manaus

Ponto de referência para quem procurava por informações, nos últimos anos, as bancas vêm buscando meios de adaptarem à crise que atingiu o mercado da mídia impressa com o avanço da internet 20/06/2015 às 10:37
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Para concorrer com os meios digitais de comunicação e o ‘novo público’, as bancas aumentaram a oferta de serviços
Isabelle Valois Manaus (AM)

As bancas de revistas, que sempre foram ponto de referência para quem procurava por informações, nos últimos anos vêm buscando meios de adaptarem à crise que atingiu o mercado da mídia impressa com o avanço da internet, adaptando-se à nova realidade e aumentando o “cardápio” de serviços para atrair os clientes e manter uma tradição de décadas.

Até para os adeptos dos jornais diários e revistas, que no passado precisavam recorrer às bancas para comprarem as “notícias do dia” ou da semana, a expansão da internet e dos pontos de venda, que hoje incluem comércios e até as esquinas, facilitou o acesso à informação e criou uma distância dessa antiga tradição. Pudera: atualmente, a informação está, literalmente, na palma da mão, por meio de smartphones e tablets.

Para disputar espaço no mercado com essa “concorrência desleal”, proprietários de algumas das bancas de revistas mais tradicionais de Manaus adaptaram seus pontos para não perder a clientela e acompanhar as mudanças editoriais que as publicações também estão promovendo para atrair leitores.

Um deles é o proprietário da banca Chile, localizada na praça que dá nome a ela, em frente ao Cemitério São João Batista, Zona Centro-Sul, Antônio Hidelbrando da Costa, 52. Ele segue a tradição do pai, Agostinho Fernandes da Costa, que há 38 anos sustenta a família com as vendas na banca. Mas, de lá para cá, o mercado mudou bastante e, o público, também. E, para reverter o quadro de crise que se instalava há alguns anos, quando as vendas começaram a cair, era preciso ampliar a gama de produtos para além dos jornais e revistas e transformar o espaço em uma pequena “conveniência”. Hoje ele vende de créditos para celular a cigarros e água.

“As vendas reduziram e houve uma mudança de público. As mudanças não são só no comércio. As editoras estão cada vez mais investindo em peças de colecionadores e produzindo edições especiais e livros e, por causa disso, há um público focado em colecionar que ainda compra revistas, diferente do público que antigamente era o alvo principal nas vendas, e que buscavam a notícia diária”, disse Antônio.

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Marcos Oliveira, funcionário público

“Amo colecionar. Esta paixão surgiu quando ainda era criança, logo que surgiram os álbuns de figurinhas e também as coleções que eram feitas em promoções de refrigerantes. Isso me fez despertar o interesse de colecionador que caminha comigo até hoje. Como precisava comprar os pacotes de figurinhas nas bancas, a cada visita que fazia, uma revista ou outra me chamava a atenção. Como era criança, minha atenção se voltava para as histórias em quadrinhos, então comecei a juntar dinheiro e comprava as revistinhas que gostava, assim fui criando hábito. As revistas nos dão a sensação de ter algo concreto nas mãos, o que o mundo virtual não tem. Tenho acordo com uma banca e, toda vez que chega uma novidade dos meus itens de coleção, eles me ligam”.

Manaus tem 128 pontos cadastrados

As bancas de revistas são mobiliários urbanos previsto no Plano Diretor de Manaus. O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) informou que existem 128 bancas de revistas cadastradas no instituto.

Essas bancas estão nas calçadas de ruas e avenidas e em seis praças, incluindo a existente no Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste.

De acordo com o instituto, atualmente os mobiliários públicos da cidade estão passando por um levantamento para posterior lançamento de licitação, atendendo acordo firmado entre a Prefeitura de Manaus e o Ministério Público, em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 2014. O TAC está passando por alteração, também.

“Haverá uma sequência de cronograma de licitações lançadas, que começou pela Ponta Negra e seguirá por mobiliários em praças até se chegar às bancas de revistas. Serão respeitadas as permissões já existentes e realizadas as concorrências públicas, em prazo posterior e com ampla divulgação”, informou o órgão, por meio de nota.

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