Sábado, 26 de Setembro de 2020
MEDIDA

Bancos defendem bloqueio de trânsito para barrar aglomerações em agências

Representantes de instituições financeiras se reuniram com a Defensoria Pública do Amazonas para traçar estratégias de diminuição do fluxo de pessoas nas agências. Aglomeração não é recomendada por especialistas que atuam no combate ao coronavírus



WhatsApp_Image_2020-04-16_at_12.19.08_244198F2-925F-42C0-906A-BD29C031A513.jpeg Foto: Junio Matos
16/04/2020 às 15:07

Abertura de novas agências bancárias, diminuição do fluxo de veículos nas vias em frente aos bancos para melhorar a organização das filas e elaboração de uma agenda para auxiliar no atendimento à população em datas de pagamento. Estas foram algumas medidas defendidas por representantes de instituições financeiras e poder público na primeira audiência virtual da Defensoria Pública do Amazonas (DPE), realizada na manhã desta quinta-feira (16).

A reunião foi voltada ao planejamento de estratégias para evitar aglomerações nas agências e a transmissão do novo coronavírus. O problema se intensificou nas últimas semanas, com o anúncio do pagamento do auxílio emergencial fornecido à população afetada pela crise da pandemia.



As unidades da Caixa Econômica Federal, que detém o sistema de pagamento do benefício, concentram o maior número volume de atendimentos. A instituição informou que já tem licitações em aberto para abertura de novas casas lotéricas. O cenário de incerteza econômica, contudo, inspira cautela nos empresários.

“Até ontem (15), não estávamos efetuando pagamentos em espécie para esses beneficiários. O que acontecia eram pessoas buscando informação. Estávamos acolhendo esses brasileiros que precisavam de informação sobre como fazer o cadastro no aplicativo e no site para ter acesso ao benefício social”, explicou Maria Cláudia Sakai, superintendente da Caixa Econômica Federal.

Uma das reclamações mais comuns é a falta de assistência aos clientes na área externa das agências. Sakai disse que o banco adotou protocolos de demarcação de espaço nesses locais, com fornecimento de panfletos sobre a requisição do benefício, além de orientações por meio de microfones e caixas de som.

“Temos identificado diversas aglomerações na rede bancária, e orientado as empresas e a população. Essa barreira não pode prevalecer sobre os interesses da própria população”, afirmou Jalil Fraxe, diretor presidente do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM), que destacou o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas no monitoramento. 

O fechamento de ruas e avenidas foi empregado com êxito no Pará e em Itacoatiara, a 269 quilômetros de Manaus. A agenda vai servir como um aviso prévio, pelo qual órgãos como a Defensoria Pública, Ministério Público, Procon e órgãos de segurança poderão planejar fiscalizações em dias de pagamento.

A promotora Sheila Andrande, do Ministério Público do Amazonas, enfatizou que as medidas devem ter resultados tanto na capital como no interior. “Diariamente, recebo reclamações de colegas que atuam em outras comarcas, onde grande parte da população vai receber o auxílio emergencial. Não entendemos como algo razoável a pessoas chegar no local às 18h e ser atendida no dia seguinte”.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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