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Manaus
INTIMIDAÇÃO

Bandidos tentam queimar casa de delegado com ele, esposa e filho dentro

Eles ainda atearam fogo no carro. O delegado Paulo Gadelha iria receber esta semana pedido de investigação contra a Prefeitura de Guajará 04/07/2017 às 19:31 - Atualizado em 05/07/2017 às 08:52
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Carro queimado durante a ação dos bandidos e em destaque o delegado Paulo Gadelha. Fotos: Divulgação
Fábio Oliveira Manaus (AM)

O delegado de Polícia Civil Paulo Gadelha, titular da 69ª Delegacia de Guajará, interior do Amazonas, foi alvo de um atentado criminoso na madrugada de terça-feira (4). Dois homens pularam o muro de sua residência, atearam fogo em seu veículo e tentaram queimar o imóvel com ele, a esposa e o filho de quatro meses dentro.

De acordo com o delegado, o fato ocorreu entre 4h e 5h das primeiras horas da manhã. Ele relatou à reportagem que estava dormindo, quando ouviu o estouro do pneu de seu veículo, uma Triton, de cor cinza e placas OAL 6037.

“Eu ouvi o barulho e corri para fora de casa já com a arma na mão e vi os dois homens correndo e pulando o muro. Quando percebi, meu carro estava pegando fogo”, disse.

Os criminosos em seguida perceberam a presença do delegado e fugiram em uma motocicleta, não identificada. “Eu apaguei o fogo e tive apenas ferimentos leves, ainda bem”, contou. Dentro da residência estavam a esposa e o filho, um bebê de quatro meses. “Minha esposa está traumatizada, está chorando muito”, lamentou.

O delegado informou não saber exatamente a motivação do atentado contra ele, mas revelou que essa semana iria receber do Ministério Público uma investigação contra a corrupção da Prefeitura do município.

“Não sei se é isso, mas é muita coincidência. Eu iria receber a investigação essa semana, mas vamos investigar esse atentado. Uma equipe de investigação da PC está vindo de Manaus para Guajará onde deve ajudar no caso”, contou. Outra hipótese é vingança por conta da prisão de um traficante do Cruzeiro do Sul. Paulo Gadelha informou ainda que trata com muito rigor as investigações da delegacia.

“Aqui eu não refresco. Não recebo dinheiro, eu falo tudo direitinho e entrego a investigação para o Ministério Público”, revelou. Ele acredita que o atentado foi a mando de alguém com forte, entretanto todas as linhas de investigação devem ser apuradas detalhadamente.

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