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Manaus
PREOCUPAÇÃO

Banhistas que ingerem bebidas alcoólicas dão mais 'trabalho' na Ponta Negra

Segundo bombeiros, outras situações comuns que acontecem na praia são crianças perdidas 12/11/2018 às 02:12
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Uma das recomendações do Corpo de Bombeiros é que banhistas sejam moderados com a ingestão de bebidas alcoólicas. Foto: Márcio Silva
Priscila Rosas Manaus (AM)

Com a possível interdição ao banho na praia do Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, hipótese ainda em estudo pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) devido ao aumento de casos de afogamentos no local, o movimento de ontem no balneário era considerado “normal” para um domingo: banhistas consumindo bebidas alcoólicas, ouviam música e se divertindo na praia sob os olhares dos bombeiros presentes no local.

Segundo os bombeiros, os banhistas que ingerem bebidas alcoólicas são os que costumam dar mais trabalho. Outras situações comuns que acontecem na praia são crianças perdidas. Por isso, eles recomendam às pessoas que pretendem ir tomar banho na praia que fiquem no raso, com água no máximo até a cintura, sejam moderados com as bebidas alcoólicas e que pais ou responsáveis fiquem atentos com as crianças para evitar que elas se percam.

O estudante Denisson de Souza, 47 anos, vê a possível interdição da praia como desnecessária. De acordo com ele, as pessoas que não sabem nadar ou estão bêbadas agem de uma maneira irresponsável e que pode custar a própria vida. Para ele, é injusto quando um erra e toda a população tem que pagar. “Cada um tem que ter consciência e responsabilidade sobre seus atos”, reforça.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2013 após o registro de pelo menos 15 mortes por afogamento no local, previa uma série de medidas de segurança, entre elas, a instalação de boias separando uma área segura para banhistas. Para o estudante, a medida parece dar pouca proteção. “Ameniza um pouco essa situação, mas o cuidado tem que ser de cada um”. Outros banhistas questionados por A Crítica falaram que não se sentiam inseguros por causa dos buracos e que confiavam em sua capacidade como nadadores.

Entre as medidas propostas no TAC aparece o monitoramento do nível do rio Negro. A cota de segurança mínima para entrada dos banhistas no rio é a marca de 16 metros. Segundo medição no Porto de Manaus, a cota do rio alcançou 17,07 metros na última sexta-feira (9).

Medidas

Na última semana o Implurb, que responde pela gerência do complexo turístico, adotou mecanismos de vistoria, análise e medição da praia junto com Corpo de Bombeiros, CPRM e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Tais medidas foram tomadas após casos de afogamentos tornaram-se recorrentes nos últimos meses. A Prefeitura aguarda o resultado do laudo técnico

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