Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
Manaus

Barranco atrás de escola apresenta risco de deslizamento aos alunos, na Zona Oeste de Manaus

Em dias chuvosos, alunos são orientados a não irem às aulas. Laudo da Defesa Civil apontou há quatro anos que local já oferecia perigo às crianças



1.jpg Defesa Civil já alertou que barranco oferece risco aos alunos de escola na Zona Oeste
16/05/2014 às 22:28

Pais e professores da Escola Municipal Eliana Lúcia Monteiro da Silva, localizada na rua Tiradentes, no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste de Manaus, estão assustados com o risco de deslizamento causado por um barranco situado atrás do local. Em dias chuvosos, segundo populares, os funcionários orientam os alunos a não irem às aulas devido ao risco. Conforme informações da Defesa Civil, o problema ocorre desde 2010 quando um laudo técnico do órgão constatou a situação.   

A escola funciona em três turnos e no matutino (estudam crianças de 7 a 12 anos). O barranco mede em torno de 7 metros, porém, somente a parte de baixo é contida por um muro de aproximadamente 2 metros de altura. O local também é coberto por árvores, mato e apresenta áreas em estado de erosão.



Local já apresenta erosão e pode desmoronar (Foto: Divulgação)

No pavilhão em frente ao barranco, professores lecionam a alunos de 2º e 3º ano. Amanda Maleskim, 33, é mãe de uma aluna de 7 anos que estuda no pavilhão. Segundo ela, quando caem fortes chuvas os professores pedem que os alunos não vão à escola. “Cinco alunos da sala da minha filha já saíram de lá por causa disso. Ela também contou que a professora orienta os alunos a não sentarem nos fundos da sala quando tem temporal”, disse.

O problema ocorre desde 2010. De acordo com a Defesa Civil, um laudo apontou na época que o barranco oferecia riscos aos estudantes e em fevereiro deste ano, na gestão de um novo diretor, outro relatório foi produzido e encaminhado à Secretaria Municipal de Educação (Semed), porém, nenhuma medida foi tomada. “É uma situação preocupante. O diretor fez a parte dele, mas não pode resolver sozinho a situação”, disse Amanda.

O mesmo diretor expôs a situação aos pais na última segunda-feira (12) durante reunião. De acordo com a mãe de um aluno de 9 anos, Ângela Rodrigues, 38, o filho estuda na escola há 4 anos, período que ela afirma não ter observado nenhuma mudança. “Existe um perigo real de deslizamento. Se ocorrer, infelizmente nenhuma criança irá escapar. Não dá pra empurrar com a barriga essa negligência. É costume só tomarem uma providência quando uma tragédia acontece”, relatou.  

Crianças de 2º e 3º ano estão abrigadas em salas de aula em frente ao barranco (Foto: Divulgação)

O ACRÍTICA.COM conversou com diretor da escola. Ele mesmo evitou dar detalhes sobre a situação, porém, confirmou a existência dos documentos e o envio deles à Secretaria.

A reportagem também entrou em contato com a Semed. Por meio de nota, a Secretaria informou que o setor de engenharia esteve na escola e será realizada licitação para definir qual empresa será responsável pela construção de um muro de contenção no local. 


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