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Manaus
Turismo e educação

Museus de Manaus encantam com uma vasta programação para todas as idades

Os museus de Manaus estão com uma vasta programação para todos os gostos durante todos os dias da semana; Maioria está concentrada no Centro Histórico, têm entrada gratuita e são uma fonte inesgotável de conhecimento 25/09/2016 às 11:03 - Atualizado em 25/09/2016 às 11:47
Silane Souza Manaus (AM)

Você sabia que os museus, se bem utilizados, são uma fonte quase inesgotável do saber? Pois é! Esses espaços nunca foram apenas um lugar onde existem coisas velhas ou objetos velhos. Eles são de produção e socialização do conhecimento e de identificação do sujeito com a sua história. Em Manaus, há diversos museus espalhados pela cidade. A maioria se concentra no Centro Histórico da capital e tem entrada gratuita. 
 
Somente no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi, na avenida Sete de Setembro, no Centro, há cinco museus. Um deles é o Museu de Numismática Bernardo Ramos, um dos mais importantes da América Latina. O seu acervo conta com valiosas coleções de moedas da antiga Grécia, Império Romano, além de moedas do Brasil em seus períodos de Colônia, Império e República. Também há cédulas, medalhas, selos e condecorações. 

O local também abriga o Museu da Imagem e do Som do Amazonas e a Pinacoteca do Estado. O primeiro apresenta a produção regional da cultura amazônica (cinema, fotografia, música, televisão, rádio, revistas e outros) e ainda oferece a exposição Máquinas do Tempo, com acervo de máquinas fotográficas antigas e sua evolução histórica. O segundo tem um acervo com mais de  mil obras nas mais diversificadas técnicas e autoria de mais de 300 artistas dos séculos XIX, XX e XXI.

Os outros dois museus que podem ser encontrados no Palacete Provincial são o Museu de Arqueologia, que apresenta fragmentos arqueológicos encontrados na região Amazônica, ferramentas e utensílios utilizados na coleta, e o Museu Tiradentes, que acolhe a história da Polícia Militar do Amazonas, com mobiliários de época no estilo manuelino, além da exposição “Flagrantes da História” com apresentação de armamento, armaduras e equipamentos utilizados pela corporação e Corpo de Bombeiros.

Os visitantes também encontram no palacete a exposição Esculturas do Mundo, que disponibiliza uma coleção de réplicas de obras dos museus da França. Representando oito países e períodos distintos da História da Arte, a mostra reúne esculturas da Pré-História, Egito e Grécia Antiga, Renascença, Séculos XVII e XVIII e Modernismo. As pessoas ainda podem conhecer a sala de Exposição Temporária José Bernardo Michilles: o escritório da Obra de Restauração.

'Experimente Museus'

Até dezembro deste ano, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) realiza nos museus que administra o “Projeto Experimente Museus”. O objetivo é oferecer aos visitantes experiências palatáveis através de um menu de programação fixas e os “pratos do mês”, como apresentações artísticas, palestras, visitas guiadas a serem degustadas.

“Nós estamos oferecendo experiências diferenciadas para que os visitantes tenham a oportunidade de interagir com o acervo sob os mais variados olhares, despertando o interesse dele, visitante, para que retorne ao museu e tenha uma nova experiência”, explica a diretora do Departamento de Museus da SEC, Cleia Viana.

Ela destaca que cada museu da SEC contará com programação pertinente ao seu cervo de modo a oferecer aos visitantes experiências novas seja através de visitas guiadas para grupos específicos como idosos e pessoa com deficiências até circuito com nova abordagem dos acervos, atrações artísticas e celebração de datas comemorativas.

“Como uma viagem sensorial. Na gastronomia têm que experimentar os sabores para poder identificá-los, no museu, as pessoas vão vivenciar histórias vivas, pois os museus não lugar de coisa velha. Então, teremos uma programação mais participativa e interativa até o final do ano”, salienta Cleia.

Programação

Neste domingo (25), dentro da programação do “Projeto Experimente Museus”, é a vez de o Museu Casa Eduardo Ribeiro realizar a tradicional visita guiada com personagens caracterizados com roupas do século XIX e com um ator interpretando o governador Eduardo Ribeiro.

Na próxima quinta-feira, haverá apresentação do “Cantinho do Beré”, às 10h, no Museu de Numismática Bernardo Ramos, e no Museu do Homem do Norte, no mesmo horário, o Cine Pipoca exibe filme em homenagem ao Dia Nacional do Idoso. As demais programações podem ser acessadas pelo facebook.com/culturadoamazonas e o Portal da Cultura (www.cultura.am.gov.br).

Blog:

Márcio Braz – diretor de cultura da Manauscult

"Desde a abertura do Paço da Liberdade, em 2013, nós temos recebido uma média diária de visitações de 130 a 150 pessoas graças a uma série de eventos, programações e atividades culturais que são realizadas no espaço. O Museu do Paço tem um acervo inicial que compõem uma série de obras de artistas visuais amazonenses, brasileiros e estrangeiros. O próprio entorno do Paço da Liberdade é um grande museu a céu aberto. Temos a Praça Dom Pedro II, que é protagonista dos principais acontecimentos históricos nos períodos Pré-Colonial, Provincial, Republicano e Contemporâneo. A praça é um dos poucos espaços do Brasil que compreende períodos distintos da história local. É um lugar privilegiado, próximo das residências 69 e 77, na rua Bernardo Ramos, que dizem ter sido as primeiras casas de Manaus. E embaixo da Praça Dom Pedro tem um cemitério um indígena cercado de urnas funerárias, muitas delas estão em exposição no Paço da Liberdade, que funciona de segunda a sexta-feira, de 9h às 16h, sábados de 9h às 14h, com entrada gratuita. Isto mostra que temos períodos distintos da história num determinado metro quadrado".

Praças contam a história da cidade

As praças públicas do Centro Histórico de Manaus são um museu a céu aberto. Quem garante é a professora Evany Nascimento, que prepara a segunda edição do livro “Monumentos Públicos do Centro Histórico de Manaus”, no qual conta a história e o significado simbólico destas importantes obras. “Esses objetos compõem a memória da cidade”, aponta.

Evany coordena o Grupo de Pesquisa Intercidade da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e sempre promove um circuito pelas praças do Centro para mostrar aos estudantes a história da cidade a partir dos monumentos. “A gente passa pelos objetos e pelas construções e não percebe que eles têm uma história. A ideia das visitas é justamente a de mostrar aquilo que temos que faz parte da nossa história”.

Ela evidencia que tem objetos com mais de 100 anos, trazidos de outros lugares e que fazem parte da economia da borracha, ciclo importantíssimo para a cidade. “Quando as pessoas se dão conta da importância desses monumentos acabam tendo um olhar crítico no sentido de perceber que temos uma história rica. Então, quando a gente conhece mais temos condições de cuidar e preservar esses espaços”.

Entre os monumentos que contam a história de Manaus que a professora destaca estão os coretos e as fontes que há nas praças, bem como os monumentos encontrados nas praças da Saudade e Tenreiro Aranha, além dos monumentos “abertura dos postos”, na praça São Sebastião, da Nossa Senhora da Conceição, na praça do Congresso, e do obelisco na frente da praça do Relógio.

“Os monumentos das praças da Saudade e Tenreiro Aranha, além de grandiosos e luxuosos, são da época da borracha. Já os das praças do Congresso e do Relógio são dos anos 40, época da cidade em crise. Colocando esses objetos um ao lado do outro percebemos a história da cidade em momentos diferentes materializado nesses monumentos que a gente pode passar por eles a qualquer momento. Além de tudo é de graça, não pagamos nada para vê-los”.

 

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