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Manaus
ELEIÇÃO NO AM

Berg da UGT pretende limitar cargos comissionados caso seja eleito governador

Candidato do Psol propõe enxugamento da máquina pública e reaproximação da administração pública com a sociedade 14/09/2018 às 21:15
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Sobre a questão da saúde pública, Berg pretende construir quatro hospitais, um em Manaus e três no interior do AM. Foto: Márcio Silva
Náis Campos Manaus (AM)

O candidato ao governo pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o líder sindical Berg da UGT participou, nesta sexta-feira (14), da quinta entrevista promovida pelo portal A Crítica com postulantes ao cargo. Ele afirma que faz uma campanha no melhor estilo “corpo a corpo”, com recursos limitados, mas apresentando propostas autênticas e factíveis.

“Minha campanha começou nas redes sociais e é justamente de lá que vêm os melhores feedbacks”, contou ao declarar que não entrou nessa campanha para fazer da política uma profissão parlamentar.

“Não prometo aquilo que não posso cumprir”, admite o candidato que prefere concentrar suas propostas nos temas mais recorrentes no debate sobre políticas públicas: educação, saúde e segurança.

O sindicalista não aceita a pecha de “novato” atribuída a ele por sua curta caminhada na política amazonense. “Prefiro não ter a experiência que eles têm e estão maculados, com nomes envolvidos em operações, como a Lava Jato”, ponderou o candidato. “Porém tenho uma campanha rica em ideias”, acrescentou.

Por esse raciocínio, o postulante ao governo do Estado defende, por exemplo, conter o excesso de nomeações para cargos comissionados para atender apadrinhados políticos que, conforme o candidato, não dão a devida contrapartida para a administração pública.

Ele cita o exemplo de certa secretaria da administração pública que, segundo o candidato, contaria atualmente conta com mais de 500 cargos comissionados. “Se, de fato, todo esse contingente decidisse trabalhar não haveria espaço para todos”, argumentas.

A volta da APMC

Na área da educação, Berg da UGT sugere a criação da “Ouvidoria Pedagógica” que na verdade é a recriação da Associação de Pais, Mestres e Comunitários (APMC). Para o candidato faltam mais interações entre a sociedade e a escola. “O aluno deve ser acompanhado para que seja evitada a evasão escolar”, exemplificou.

A revitalização da segurança pública passa, na análise de Berg, pela implementação das unidades de Policiamento Preventivo (UPP), aos moldes do projeto fundado no Rio de Janeiro, mas como uma diferença. “Lá os crimes acontecem e a polícia age, aqui no Amazonas vamos agir preventivamente, antes do crime se consolidar”, analisa Berg.

Na prática, o candidato quer implantar o sistema de segurança prioritariamente nas zonas Leste e Norte. “Uma vez que as demais zonas têm índices menores de crimes”, disse.

O freio nas contratações das cooperativas que atuam na área de saúde é um dos primeiros atos de Berg, caso seja eleito, para conter o avanço de instituições que não correspondem mais às necessidades do Estado. “Chegando ao governo vou rever esses contratos e quem for bom fica, quem não for será substituído”, declarou.

Ainda nessa área, o sindicalista propõe a construção de quatro hospitais, sendo um na capital e outros três no interior, Manacapuru, Parintins e Itacoatiara. Outra proposta será a revitalização da Santa Casa de Misericórdia, mergulhada em dívidas que ultrapassam R$ 10 milhões. “O Estado pode pedir financiamento para essa reconstrução que vai beneficiar, por meio de um ambulatório, as pessoas em pleno centro da capital”, informou.

Perfil

Nome: Berg da UGT
Idade: 56 anos
Nome: Nindberg Barbosa dos Santos
Formação: Bacharel em Administração Pública
Cargos que disputou: O candidato não disputou nenhuma eleição para nenhum cargo público até o presente momento.
Militância:  Assumiu a presidência do Sindicato dos Bancários do Amazonas em 2003, exercendo essa função desde então.
Experiência: O presidente licenciado do Sindicato dos Bancários afirma que foi um pedido da União Geral dos Trabalhadores (UGT) para que um sindicalista participasse do pleito.

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