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Manaus
ZFM

Bioindústria integra Plano Diretor da Zona Franca de Manaus

Superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, defende diversificação da produção com alternativa ao atual modelo 11/02/2017 às 11:13
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Superintendente da Suframa Rebecca Garcia afirma que a região Amazônica tem tudo para ser vanguarda em produtos que tem como base a matéria-prima regional (Foto: Clóvis Miranda)
Geizyara Brandão Manaus (AM)

O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulou, em 2016, R$ 67,9 bilhões evidenciando uma queda de R$ 4,8 bilhões uma vez que em 2015 a somatória foi de R$ 72,7 bilhões. Atravessando a crise econômica, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que está sob o comando da ex-deputada federal Rebecca Garcia há pouco mais de um ano, passou por reestruturação interna e possibilitou a desburocratização, além da construção do Plano Diretor Industrial.

De acordo com a superintendente, o Plano Diretor Industrial foi pensado para mostrar uma alternativa para o modelo Zona Franca (ZFM) e a modernização do que já é produzido. “Outro caminho é diversificar o modelo, partindo para um modelo que tenha como base a bioindústria e a matéria-prima regional”, explicou.

Para Garcia, a bioindústria é a união da “vocação natural” da região amazônica com o modelo já consolidado da indústria, o que visa a uma nova revolução industrial. “A nossa região tem tudo para ser vanguarda em produtos que tem como base a matéria-prima regional”, disse.

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) faz parte da questão de desenvolvimento da alternativa de bioindústria e já está avançado no papel, segundo a superintendente. “O CBA ainda não foi, de fato desembaraçado”, afirmou.

Desafios

A retomada da economia é um dos desafios para o ano de 2017, assim como a retomada dos postos de trabalho. Com as indústrias se adequando ao momento de recessão, tornando a produção automatizada, a superintendente destaca que a diversificação será voltada para introduzir os desempregados a novos postos. “Nós precisaremos de outras alternativas para ocupar essa mão-de-obra que saiu da indústria e nem toda voltará, por mais que ela venha a ter a mesma produção que teve no passado”, revelou.

Questionada quanto ao cargo de superintendente da Suframa, Rebeca diz entender a suscetibilidade do cenário político. “Como sou política, entendo perfeitamente. Então, não é nada que me assuste. O cargo do superintendente é um DAS 6, que são cargos de confiança do presidente da República e ele pode, deve e merece usar da maneira que ele quiser. Penso que faz parte da gestão você querer mudar um momento ou outro até por questões políticas”, disse.

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