Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
ZFM

Bioindústria integra Plano Diretor da Zona Franca de Manaus

Superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, defende diversificação da produção com alternativa ao atual modelo



1193522.JPG Superintendente da Suframa Rebecca Garcia afirma que a região Amazônica tem tudo para ser vanguarda em produtos que tem como base a matéria-prima regional (Foto: Clóvis Miranda)
11/02/2017 às 11:13

O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulou, em 2016, R$ 67,9 bilhões evidenciando uma queda de R$ 4,8 bilhões uma vez que em 2015 a somatória foi de R$ 72,7 bilhões. Atravessando a crise econômica, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que está sob o comando da ex-deputada federal Rebecca Garcia há pouco mais de um ano, passou por reestruturação interna e possibilitou a desburocratização, além da construção do Plano Diretor Industrial.

De acordo com a superintendente, o Plano Diretor Industrial foi pensado para mostrar uma alternativa para o modelo Zona Franca (ZFM) e a modernização do que já é produzido. “Outro caminho é diversificar o modelo, partindo para um modelo que tenha como base a bioindústria e a matéria-prima regional”, explicou.



Para Garcia, a bioindústria é a união da “vocação natural” da região amazônica com o modelo já consolidado da indústria, o que visa a uma nova revolução industrial. “A nossa região tem tudo para ser vanguarda em produtos que tem como base a matéria-prima regional”, disse.

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) faz parte da questão de desenvolvimento da alternativa de bioindústria e já está avançado no papel, segundo a superintendente. “O CBA ainda não foi, de fato desembaraçado”, afirmou.

Desafios

A retomada da economia é um dos desafios para o ano de 2017, assim como a retomada dos postos de trabalho. Com as indústrias se adequando ao momento de recessão, tornando a produção automatizada, a superintendente destaca que a diversificação será voltada para introduzir os desempregados a novos postos. “Nós precisaremos de outras alternativas para ocupar essa mão-de-obra que saiu da indústria e nem toda voltará, por mais que ela venha a ter a mesma produção que teve no passado”, revelou.

Questionada quanto ao cargo de superintendente da Suframa, Rebeca diz entender a suscetibilidade do cenário político. “Como sou política, entendo perfeitamente. Então, não é nada que me assuste. O cargo do superintendente é um DAS 6, que são cargos de confiança do presidente da República e ele pode, deve e merece usar da maneira que ele quiser. Penso que faz parte da gestão você querer mudar um momento ou outro até por questões políticas”, disse.


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