Terça-feira, 23 de Julho de 2019
EFEITOS

Bloqueio de verbas da Educação já tem reflexos na Ufam, dizem docentes

Diretora da Associação dos Docentes da Ufam informou que em alguns cursos de graduação está acontecendo a interrupção de aulas de laboratórios



ADUA_1A75268A-D615-4105-A1D2-C136B4529F58.JPG Diretora da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), Ana Lucia Gomes. Foto: Euzivaldo Queiroz
14/06/2019 às 12:12

Durante a greve geral desta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência, a diretora da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), Ana Lucia Gomes, explicou que o contingenciamento de recursos na educação já tem reflexos no quantitativo de bolsas de estudo e pesquisa, sobretudo, nos curso de pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

“Tem curso de pós-graduação que corre o risco de fechar. Nos menores a tendência é fechar. Alunos que já tinham feito seleção foram impedidos de continuar, pois grande parte não tem condições de continuar sem a bolsa de estudo por ser do interior e ter que arcar do próprio bolso com todos os custos”, disse a professora do Instituto de Ciências Biológicas (IBC).

Ainda segundo a professora, o impacto também já é sentido nos curso de graduação com a interrupção de aulas de laboratórios em outros campi da universidade e a realização de práticas de campo, por exemplo, nas atividades na fazenda experimental da Ufam, localizada no quilômetro 38 da rodovia BR-174.

No fim de abril, o governo federal anunciou o congelamento de R$ 1,7 bilhões dos gastos das universidades, de um total de R$ 49,6 bilhões. Na quarta-feira (12), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) aceitou o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou a liminar que suspendeu o contingenciamento de verbas.

A decisão bloqueia, de novo, recursos da ordem de R$ 38 milhões da Ufam. O corte atinge gastos discricionários, ou seja, os que mantêm em funcionamento a instituição como a compra de equipamentos, pagamento de água, luz, bolsas acadêmicas e de funcionários terceirizados.

Professores universitários criticaram também a retirada de investimentos no ensino público e a destinação para o ensino privado com o financiamento de programas, por exemplo, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Para o estudante de Ciências Sociais e membro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), Cláudio Santana, de 20 anos, a continuidade das atividades de extensão e pesquisa está ameaçada no segundo semestre.

“O reitor já anunciou que não é para gente contar com a bolsa no segundo semestre. Não sabemos se vai continuar ou não. A pesquisa é essencial e o dinheiro é importante. Os cortes na educação vão tirar muitos alunos que dependem do recurso para se manter na universidade e permanecer pesquisando e comprando livro”, declarou.

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