Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
ECONOMIA

Bolsonaro deve ampliar benefício fiscal para concentrados de refrigerantes na ZFM

Em vídeo, o presidente Jair Bolsonaro, ao lado do deputado Silas Câmara, indica que um novo decreto será feito para garantir a estabilidade do polo de concentrados na ZFM



BOLSONARO_XXXXXXXX_A34377CA-D737-471D-8ADB-E589C1E2223A.JPG Foto: Reprodução / Divulgação
15/01/2020 às 10:40

A manutenção de 4% da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deve sofrer uma nova mudança que pode trazer tranquilidade para o setor de produção de refrigerantes na Zona Franca de Manaus (ZFM). Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao lado do deputado Silas Câmara (PRB-AM), indicou que um novo decreto deve ser feito em breve para garantir uma maior redução da alíquota do IPI.

"Olá amigos do Amazonas, especial para quem vive da Zona Franca de Manaus, um projeto lá de trás do Castello Branco [presidente do país na época que foi implantado o modelo]. Nós devemos fazer todo o possível para que a Zona Franca continue garantido nossa soberania da região amazônica. Estou tratando com o Silas Câmara, houve um lapso, um pequeno problema com os concentrados, o xarope na verdade... A gente vai continuar naquela escadinha para que todos possam se adequar e ninguém ter prejuízo no tocante desta medida que vem lá de trás", disse Bolsonaro.



No registro, o presidente não especifica se o benefício fiscal voltará para 10%, como foi concedido em julho de 2019, nem quando o novo decreto deve ser publicado.

A decisão de manter em 4% a redução da alíquota do IPI gerou duras críticas da bancada de deputados federais e senadores do Amazonas. Na última quinta-feira (9), eles chegaram a se reunir na casa do senador Omar Aziz (PSD), em Manaus, para definir uma estratégia que resultasse na revogação da medida que inviabiliza a manutenção do polo de concentrados na ZFM.  Segundo os parlamentares do AM, a sustentação da redução faria o polo ir para locais como Santa Catarina e Minas Gerais.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a manutenção da redução dos incentivos em 4% para o setor de refrigerantes pode gerar o prejuízo de R$ 2 bilhões na economia do Estado. Ele afirmou ainda que, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR) , o setor é responsável por 1,6 milhão de empregos em todo o país.

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