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Manaus
Para vidas salvar!

Bombeiros buscam apoio do comércio para instalar posto da corporação no Centro

Segunda corporação mais antiga do País, com 120 anos de atividades, busca apoio dos comerciantes do local e assim, também, sensibilizar as autoridades 25/07/2016 às 21:01 - Atualizado em 26/07/2016 às 13:36
Show hidra
Hidrante em meio à rua Marechal Deodoro, no Centro da cidade / Foto: Euzivaldo Queiroz
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) está buscando apoio do empresariado local para instalar um posto da corporação no Centro da cidade, que supriria a ausência de uma unidade nesta área estratégica. A iniciativa ganhou mais força desde a semana passada, quando o comandante dos bombeiros, coronel Fernando Sérgio Austregésilo Luz, participou de uma reunião com membros da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio).

A expectativa é grande para um sinal positivo por parte do empresariado, disse o coronel Fernando Sérgio Austregésilo Luz. Com 120 anos de fundação, a corporação é a segunda mais antiga dos bombeiros no País, perdendo apenas para a do Rio de Janeiro, com 160 anos.

“Esperamos ter uma resposta positiva já que a preocupação é grande, pois, no Centro histórico e antigo qualquer incêndio se propaga rápido”, relata o oficial. Ele disse que outro problema é o tempo de atendimento para se chegar ao Centro da cidade em caso de uma ocorrência. “O bombeiro é aquele que procura estar presente em todos os cantos, tem credibilidade há muitos anos. Mas, se demorar a chegar no local, já era”, diz.

O posto mais próximo do Centro da cidade é o quartel localizado na Colônia Oliveira Machado, próximo ao conjunto residencial da Aeronáutica e da Marinha  – partindo desse local, um carro dos Bombeiros demora cerca de 10 a 15 minutos para chegar em uma ocorrência na área central, por exemplo, sem horário de pique. Com trânsito movimentado, a demora é de 20 a 25 minutos, tempo que pode ser demais para impedir casos de sinistros intensos ou até mesmo para salvar uma vida.

“Nós apresentamos a situação real do Centro que não tem um posto dos bombeiros. Nossa proposta é conseguir um local nesta área, e até já temos em mente duas áreas. A 1ª é na antiga Portobras, próximo à Receita Federal e a à Alfândega, em uma área onde havia contêineres e que hoje está desativada. A outra proposta seria o aluguel, por parte do Governo do Estado, do prédio desativado onde ficava uma concessionária próximo à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. Esse segundo local, aliás, é estratégico e beneficiaria bairros adjacentes como Educandos, Cachoeirinha, Raiz e Japiim”, explicou o comandante, para quem a necessidade é urgente para “condicionar as nossas escadas magirus”.

Plataforma quebrada há 2 anos

Além da necessidade de ter um posto no Centro, outro problema, este bem alarmante, preocupa os bombeiros: a corporação não conta, há dois anos, com estrutura para resgate em prédios acima de 12 andares devido a plataforma mecânica estar indisponível e sem manutenção.

“Essa plataforma é importada e a empresa, que é alemã, cobra caro demais para fazer a manutenção”, informou o coronel Fernando Luz.

A compra de uma nova plataforma de 60 metros, utilizada para casos como os resgates citados anteriormente, só não foi feita porquê os Bombeiros não foram beneficiados com um financiamento federal.

Antes da crise, informa o coronel, um total de R$ 60 milhões foram aprovados em lei para a compra de 35 viaturas para os Bombeiros, sendo que o Estado entraria com a contrapartida de 20% e o restante viria de um financiamento junto ao Banco do Brasil para pagar em mais de 20 anos. “O Estado pagou R$ 12 milhoes e trouxeram 5 viaturas, ficando faltando R$ 48 milhões do financiamento do BB. Com a crise, o Governo Federal disse que só liberaria um financiamento por ano. E o Governo do Estado deu prioridade a um financiamento no valor de R$ 300 milhões para a construção de casas próprias em vez dos R$ 48 milhões dos Bombeiros. Até eu daria prioridade às casas, claro”, disse Fernando Luz.  

Sem recursos, a nova plataforma, que viria da Alemanha, teve sua compra adiada para o próximo ano, provavelmente.  “A proposta é que em 2017 se não houver outras prioridades, os bombeiros estarão ‘na vez’ para receber esse financiamento”, conta o coronel dos Bombeiros.

No último dia 11, durante as comemorações pelos 140 anos da corporação, os Bombeiros anunciaram querer estar presente em, pelo menos, 70% do Estado até 2025. “Nós temos várias metas. Como a ampliação das unidades de proteção civis e de meio ambiente que queremos expandir para todo o interior. Para isso, temos um planejamento estratégico até 2025, onde, com a ajuda do governador, nós atingiríamos 70% do interior”, explicou o coronel Fernando Luz.

Em números

Atualmente existem 712 bombeiros no Amazonas, distribuídos em 8 postos na capital e em mais 7 municípios no interior do Estado. A corporação tem 81 viaturas e 10 embarcações.

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