Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
ECONOMIA

Botija de gás a R$ 40 em ato de protesto acaba em cerca de 40 minutos

Venda feita pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas faz parte do calendário de atividades da greve nacional, iniciada há duas semanas. Moradores fizeram filas grandes para garantir o preço mais baixo



WhatsApp_Image_2020-02-13_at_11.59.22__1__16D00194-E4B0-4117-A4BB-3EAD0C943786.jpeg (Foto: Junio Matos)
13/02/2020 às 12:28

Mais 200 pessoas formaram uma fila que dobrou um quarteirão no loteamento Orquídia, na Zona Norte de Manaus, onde botijas de gás foram vendidas ao preço de R$ 40 reais. A ação desta quinta-feira (13) faz parte do calendário de atividades da greve nacional dos petroleiros, iniciada há duas semanas. 

“To na fila desde cedo. Comprei duas botijas pelo preço que pagava em uma. Eu to é muito feliz”, explica Carla Coelho, 30, que pela primeira vez pagou metade do preço habitualmente pago pela botija, que possui um custo médio de R$ 80 nos supermercados próximos da sua casa.



Na casa de Carla moram, além do esposo, duas crianças. De acordo com ela o gás costuma durar 1 mês. “Eu faço comida pra meu esposo levar para o trabalho, para minhas crianças, e também uso pra fritar e assar que vendo na frente de casa”, conta Carla enquanto instala a botija recém adquirira.

Para Marcus Ribeiro, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro), a ação busca conscientizar a população de que uma possível privatização das refinarias da Petrobras pode aumentar os custo de produtos, entre eles o gás de cozinha. “Essa é uma ação de protesto contra o abuso de preços que vem sendo feito no valor do gás. O povo não tem condições de pagar um gás no valor que está sendo vendido na maioria das distribuidoras”, afirma.

A ação desta manhã está sendo executada em 13 estados que possuem refinarias da Petrobras. 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) deflagrou greve no dia primeiro de fevereiro contra a agenda de privatização de refinarias da empresa, a maior da América Latina em extração e refino de gás e petróleo, e que possui uma refinaria em Manaus, a Renam. Para o Sindipetro, caso ela venha ser privatizada, os valores do gás de cozinha poderão aumentar.

O sindicato dos petroleiros no AM pretendem reunir amanhã mais de 200 sindicalizados para debater as ações do movimento grevista

“Esperamos  que o governo recue sobre essa agenda de privatização. Não vai gerar concorrência e não vai diminuir preços”, explica Marcus Ribeiro do Sindipetro.

Na quarta-feira (12), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Martins, determinou que os petroleiros devem manter 90% dos trabalhadores em operação. Sindicato garantiu que paralisação não irá afetar serviços da empresa.
 

 

Repórter

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