Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020
ASFALTAMENTO

BR-319 terá investimento de R$ 220 milhões para manutenção de trechos

Ordem de serviço assinada por Wilson Lima e pelo ministro da Infraestrutura Tarcício Freitas também contempla o chamado ‘trecho do meio’. Entenda como irão funcionar as obras a partir de agora



98a3e96e-e40a-488f-9f29-71dc042d1bba_0806F37B-ADA7-42A6-9BA9-7AEE3C5A1304.jpg Foto: Maria Luiza Dacio
03/10/2020 às 18:29

O governador Wilson Lima (PSC) e o ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas assinaram neste sábado (3), uma ordem de serviço de R$ 220 milhões para a manutenção de três trechos da BR-319 (Manaus-Porto Velho) em Humaitá.

A parte do chamado “trecho do meio”, que vai do km 250 ao km 656 está contemplada nesses contratos de manutenção. A manutenção abrangerá 254,20 quilômetros de rodovia, que vão passar por serviços de conservação e recuperação. As obras incluem o lote C (Charlie), que vai do km 198,9 ao km 250,7, objeto de uma licitação em andamento no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a reconstrução desse trecho.



As obras foram divididas em três lotes. O primeiro possui 82,20 quilômetros de extensão e vai do km 178,50 (rio Tupãna) até o km 260,7 (início da travessia do rio Igapó Açu). O segundo lote vai do km 261,10 (fim da travessia do rio Igapó Açu) até o km 346,20 (entroncamento com a BR-174 e a rodovia estadual AM-364), totalizando 85,10 quilômetros de extensão. O terceiro lote tem 86,90 quilômetros de extensão e vai do entroncamento da BR-174 com a AM-364 (km 346,20) até o Igarapé Caetano (km 433,10).


Assinatura da ordem de serviço aconteceu na tarde de hoje (3). Foto: Maria Luiza Dácio

Atualmente, a BR 319 é asfaltada até o km 198, após isso só é possível encontrar asfalto na Transamazônica (BR 320). Dos quase 900 quilômetros da BR 319, um pouco mais de 400 quilômetros estão transitáveis com alguma camada asfáltica ou com terra e brita.

A comitiva que acompanhou o ministro Tarcísio de Freitas pela BR 319 era composta pelo governador de Roraima, Antônio Denário (PSL), senador Eduardo Braga (MDB), deputados federais Pablo Oliva (PSL), Silas Câmara (Republicanos. Além dos deputados estaduais Roberto Cidade (PV), João Luiz (Republicanos) e Dr. Gomes (PSC).

Licença ambiental

O trecho com 405 km, mais conhecido como “trecho do meio”, é o gargalo da BR 319, porque para poder concluí-lo é necessário submeter ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis o estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).


Foto: Maria Luiza Dacio

O ministro da Infraestrutura disse que vai trabalhar a “várias mãos” para obter a licença ambiental. Tarcísio de Freitas afirmou ainda que a licença é possível porque “não existe nada que vai preservar mais o meio ambiente na BR 319 do que a pavimentação”.

Conforme o ministro do governo Bolsonaro, o diálogo com o Ibama para a emissão da licença ambiental é técnico” e “franco” e acredita que vai levar ao licenciamento do “trecho do meio”.

“O diálogo é muito franco e eles colocam sempre o que precisa ter no estudo para que não haja problema e interrupções ou perda tempo. Para se ter uma ideia, na primeira checagem, no seu primeiro check list, ele foi absolvido, ele não foi devolvido, coisa que era muito comum. O licenciamento está seguindo o seu curso, é um estudo que tem a sua complexidade técnica, o estudo está bastante profundo e tenho certeza que vai chegar no licenciamento, que é o primeiro passo para pavimentação”, disse.

Wilson Lima disse que o governo do Amazonas está à disposição do Ministério da Infraestrutura para fazer o que for possível para que a BR 319 “saia do papel”. Lima salientou que o Estado já iniciou parcerias com o Ibama e o DNIT para consolidar o papel de “governança ambiental” do Estado na manutenção da rodovia federal.

Disputa

Após ter um pedido de suspensão do edital lançado pelo Governo Federal para pavimentar o trecho da BR 319 em agosto, o Ministério Público Federal do Amazonas apresentou um recurso contra a decisão da 1° Vara Federal Cível do Amazonas.

Segundo um funcionário do DNIT ouvido pela reportagem, o agravo do MPF ainda não foi analisado pela vara federal. Ainda conforme o funcionário do DNIT, o juíz "disse que não vai ver [recurso] agora e deixou andar a licitação".

Atualmente o DNIT fica limitado apenas a trabalhos de manutenção no âmbito do “meião”. Os trabalhos de manutenção não podem sair do que foi acertado com o Ibama, se restringindo no momento apenas à recomposição do terreno com brita e terra.

Cronograma

O ministro Tarcísio de Freitas garantiu que os primeiros 52 km (198 km - 250 km da BR 319) vão receber os primeiros sinais de asfalto chegando no verão do ano que vem. “Fizemos a licitação em setembro, a gente entra em fase de projeto executivo, aí vem o inverno, no verão do ano que vem, teremos empresa mobilizada fazendo a obra e a gente vai perceber os quilômetros de asfalto chegando”, afirmou.

Tarcísio assegurou que o DNIT já está trabalhando para substituir as pontes de madeira por pontes de concreto e assim que tiver a licença de instalação “a gente contrata a obra do trecho do meio dos outros 405 km”.

Os principais serviços a serem executados são: recomposição do revestimento primário da pista, com adição de cimento, areia e brita; recomposição mecanizada de aterro para elevação do corpo estradal (nos segmentos críticos); e colocação de pedra rachão nos segmentos críticos para evitar pontos de atoleiros durante o período chuvoso.

Nenhuma empresa ainda foi escolhida para asfaltar trecho de 405 km do "meião". Essa licitação anunciada em agosto segue na fase de análise de documentos das empresas habilitadas. A LCM Construção e Comércio/LTDA atuam na área, mas apenas fazendo trabalhos de manutenção paliativa do terreno, sem aplicar capa asfáltica.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.