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Branco dos táxis representa, também, um pedido de paz nas ruas e consciência no trânsito

Há 28 anos, a rotina do maranhense Hélio Jesus é transportar pessoas de um lugar para o outro, o que o levou a criar laços com a cidade que o acolheu 23/10/2015 às 15:49
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Com 28 anos de trabalho como taxista, Hélio de Jesus C. Santos, 56 deseja, no aniversário de Manaus, mais paz e consciência
Omar Gusmão ---

Além de ser a cor de sua principal ferramenta de trabalho – o carro com o qual ganha a vida como taxista –, o branco é também significado de paz para Hélio de Jesus C. Santos, 56. Paz que ele deseja à cidade no dia em que ela comemora aniversário e que tem marcado sua rotina de 28 anos de trabalho como motorista de táxi: ele nunca foi assaltado.

Hélio credita a boa ventura à sua postura perante a vida. “Sempre fui muito honesto e fiel. Sempre procurei fazer meu trabalho corretamente. Sempre apresentei  meu carro e meu ofício a Deus e entreguei minha vida nas mãos d’Ele. Ele me guardou”, diz.

Nascido em São Luiz do Maranhão, o taxista nem sempre experimentou a paz de trabalhar na tranquilidade. E nem sempre trabalhou como motorista de praça. Quando trabalhava dirigindo caminhão, ficou assustado com a frequência com que ocorriam assaltos. Foi quando decidiu mudar de ramo. “Uma empresa de construção civil me trouxe para Manaus e, quando eu saí da empresa, não consegui mais encontrar um salário equivalente em outro emprego.  Foi então que eu virei taxista”, conta.

Depois de juntar todas as economias, comprar um táxi e se tornar motorista de praça, Hélio Santos não quis mais outra vida. “Ser taxista é como um vício. Depois que você entra, não quer mais sair”. Motivos para “se viciar” ele tem de sobra. Criou os dois filhos, que já estão adultos, com o táxi. E está criando o filho de quatro anos, de um novo relacionamento, com o dinheiro ganho com o mesmo ofício.

Adaptação à mudança

Quando começou a trabalhar na praça, nos idos dos anos 80 do século passado, o trânsito de Manaus era bem diferente, os congestionamentos diários não faziam parte da rotina da cidade. “Quando eu comecei não tinha esse trânsito. Mas acho injusto que as pessoas culpem as autoridades. Os culpados somos todos nós. Não é um problema só daqui. É do mundo inteiro”.

Mesmo com o caos no trânsito, o otimismo não deixa Hélio enxergar uma cidade pior do que antigamente. “Nesses últimos anos, essa cidade deu uma virada. Tenho visto muita mudança. Você  pode ver isso no Centro e nas ruas asfaltadas com material bom. Não é aquele asfalto de enganação, aquela capa de borra”, atesta.

O desejo para Manaus e seus moradores no aniversário da cidade não poderia ser outro: paz e consciência. “Gostaria de ver muita paz no meio das pessoas. Que elas se conscientizem do seu voto,  para começar a melhorar as leis. Gostaria também que as pessoas deixassem de dirigir sob o efeito do álcool. Isso melhoraria muito a cidade”.


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