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Briga por garota pode ser motivo de assassinato no bairro São José

Vítima foi morta a tiros porque dormiu com ex-mulher de assassino, acreditam parentes. Suspeita é investigada pela policia 12/12/2014 às 16:04
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Velório da vítima aconteceu na casa de familiares
GIRLENE MEDEIROS Manaus (AM)

A disputa por uma garota é a principal suspeita e explicação de testemunhas sobre a morte de um estudante assassinado a tiros na noite de quinta-feira (11), em Manaus. Juan Pablo Lopes de Souza, 23, foi morto quando estava em um lava jato na avenida Autaz Mirim, bairro São José I, na Zona Leste.

De acordo com o pai da vítima, o professor Humberto de Jesus Souza, 55, Juan Pablo havia levado uma motocicleta para lavar no lava jato, quando o rapaz foi atingido por dois tiros. A família acredita que o assassino seja um jovem identificado como “Bruno”, 17 anos, ex-namorado de uma mulher com quem Juan passou a noite.

“O que chegou aos nossos ouvidos é que esse Bruno foi avisado por outra pessoa por telefone. Essa pessoa estaria no lava jato também e passou a informação”, acredita o pai. Segundo o professor, “Bruno” chegou de motocicleta e efetuou os disparos por volta de 21h. Os tiros atingiram o tórax e um dos braços da vítima.

As características e a placa da moto usada pelo assassino não foram identificadas pelas testemunhas. “Depois da morte nós ficamos sabendo que meu filho já tinha recebido ameaças. Esse Bruno teria dito que ia matar Juan só porque ele ficou com a ex-namorada dele”, afirmou Humberto Souza.

Juan foi socorrido por amigos e levado para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste, mas veio a óbito às 21h30. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). As investigações acerca do homicídio serão de responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Passagem na polícia

De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), o sigilo telefônico de Juan foi quebrado em 2012. O rapaz era suspeito de cometer roubo contra uma mulher. A participação dele não foi comprovada e o processo ainda tramitava na Justiça.

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