Domingo, 21 de Abril de 2019
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Manaus

Brigas entre ‘galeras’ marcadas pela Internet viram rotina em escola de Manaus

Professores da Escola Municipal Jarlece da Conceição Zaranza solicitaram medidas urgentes de combate e repressão à criminalidade na unidade


23/04/2013 às 08:00

Os constantes atos de violência praticados dentro e no entorno da Escola Municipal Jarlece da Conceição Zaranza, localizada no bairro Amazonino Mendes, na Zona Norte, levaram aproximadamente 20 professores a solicitar da coordenação da escola e do Distrito Educacional (Base 4), responsável pelas unidades escolares daquela área, medidas de combate e repressão à criminalidade. A escola fica ao lado 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP) que está integrado a uma seccional do programa Ronda no Bairro.

Na tarde desta segunda-feira (22), o grupo de professores esteve reunido com a direção da escola e representantes do Distrito Educacional para cobrar providências. Um professor da escola, que preferiu não ter nome revelado, disse que as ameaças de alunos aos professores são constantes. “Há casos de docentes que tiveram seus veículos riscados e depredados, quando não somos atacados. Certa vez, uma professora levou uma pedrada na cabeça, dada por um aluno, enquanto deixava a escola”, contou o professor.

Ainda de acordo com relatos, há duas semanas uma aluna estava portando uma faca em sala de aula. Outro episódio envolveu um aluno que chegou a arremessar uma cadeira em direção ao professor. De acordo com um aluno, as ameaças e brigas entre grupos rivais de estudantes são marcadas por meio das redes sociais. O último caso envolvendo violência ocorreu na sexta-feira, quando dois grupos rivais de alunos “duelaram” em frente à escola. O tumulto foi contido com a chegada de policiais da 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A direção da escola Jarlece Zaranza confirmou que houve a reunião na tarde de ontem para que medidas de segurança dentro da escola sejam tomadas. Os professores disseram  que são a favor da presença da polícia na escola. “Não podemos ficar à mercê de tamanha violência que vem acontecendo na escola, pois convivemos diariamente com o perigo”, lamentou um professor que, por receio de represálias, também preferiu não se identificar.

De acordo com o secretário-executivo do programa Ronda no Bairro, coronel Amadeu Soares, a polícia está investindo em ações em qualquer localidade em que há aglomerações de estudantes fora do horário de aula. O coronel relatou que já recebeu várias solicitações de escolas, sendo que estas são em decorrência de invasão e depredação do patrimônio público, ou para que a polícia dê mais segurança na entrada e saída dos estudantes. As denúncias de violência nas escolas também foram feitas pelos professores das unidades das Zonas Sul, Oeste e Norte.    

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