Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Britânica desaparecida perto de Coari disse ter visto até 50 homens armados

Posts no Twitter revelados pela BBC Brasil mostram que a britânica relatou situação tensa no dia 12 de setembro, dias antes de ser dada como desaparecida



show_marinha_2.JPG Polícia e Marinha do Brasil fazem buscas no local
18/09/2017 às 20:15

A atleta britânica que desapareceu no Rio Solimões foi identificada como Emma Tamsin Kelty, de 43 anos. A informação foi divulgada pela rede BBC Brasil, na tarde desta segunda-feira. A matéria, divulgada no site da rede, revela posts no Twitter feitos pela atleta antes de desaparecer. A postagem que chama mais atenção foi a do dia 12 deste mês. Emma afirmou no Twitter ter avistado homens "armados de rifles e lanças" em barcos. 

No primeiro tweet, às 16h39, ela diz que eram 50 homens, mas em um segundo, publicado dois minutos depois, ela afirma que eram 30.  Antes disso, no dia 10, ela chegou a dizer que seria assassinada.  "Em Coari ou perto (a 100km de lá) meu barco será roubado e eu serei assassinada. Legal", escreveu ela, usando emojis de preocupação.

A última postagem foi feita na madrugada de quarta-feira, 13 de setembro, 24 dias após a entrada dela no Brasil. Ela escreveu: "Uma mudança dramática em apenas um dia, mas o rio é assim mesmo. Cada quilômetro é diferente, e só porque uma área é ruim não significa que...". Depois disso, Emma não deu mais notícias. 

Nas redes sociais, conforme reportagem da BBC, a britânica se apresentava como "a sexta mulher a chegar ao Polo Sul em expedição sozinha, em janeiro de 2017". 

Ainda conforme a matéria da BBC, Emma escreveu em seu blog de viagens, que o objetivo da viagem era descer o rio Solimões "sem suporte ou assistência". A postagem foi feita em 9 de agosto, enquanto ela estava em Iquitos, no Peru. No texto, ela afirmou que estava ciente das dificuldades, mas que não tinha nenhum arrependimento. 

Sumiço 

O desafio dela, conforme o 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil, era cruzar todo o rio Amazonas de caiaque. A jornada de Emma iniciou no Peru, em janeiro, e seguiria até o Pará, mas foi interrompida entre as cidades de Codajás e Coari, em um trecho do rio Solimões, próximo à Ilha Machado. 

O local onde o caiaque da esportista foi encontrado, no último sábado, é considerado pelas forças de segurança como rota do tráfico de drogas.  Conforme delegado geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Ivo Martins o local é próximo onde o ex-delegado Thyago Garcez, 30, desapareceu no último dia 5 de dezembro, após uma troca de tiros com traficantes.

 A Marinha do Brasil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil realizam as buscas. A comunicação entre os familiares de Emma e as forças integradas de segurança está sendo feita através do Consulado Britânico. Não há confirmação que os parentes da esportista estão a caminho de Manaus para acompanhar o trabalho dos militares. 
 

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