Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Porto vira rally

Buracos e falta de manutenção no porto de Manaus

Buracos não combinam com o preço do pedágio cobrado a motoristas no valor de R$ 13.  Eles reclamam da falta de manutenção



1.jpg Falta de manutenção do porto fica mais evidente na balsa, onde o revestimento de asfalto está todo destruído
26/09/2013 às 07:20

Cartão de visita para os turistas que chegam nos cruzeiros, o Porto de Manaus apresenta uma estrutura precária a passageiros e gente que trabalha no local. Logo na entrada, a rua que dá acesso às embarcações está com o asfalto completamente deteriorado.

Segundo o motorista Pedro Silva, 29, que estava indo buscar encomenda na segunda-feira, os motoristas de carros pequenos sofrem para trafegar no porto, que está repleto de buracos e ondulações. Além disso, os motoristas reclamam do pedágio cobrado. “Nós pagamos R$ 13  para receber um serviço péssimo, que não apresenta melhoria em nada”, disse Pedro Silva.

Para o comandante do barco Leão de Judá, Mário Nunes Monteiro, 43, a situação do porto é vergonhosa, pois são cobradas diversas taxas que deveriam ser revestidas em melhorias no atendimento da população e o que se vê é uma bagunça total.

De acordo com Mário, para ter luz no barco enquanto está atracada no porto cada embarcação paga um taxa de R$ 280 por dois dias. O comandante diz ainda, que muitas vezes falta energia nos barcos e mesmo assim a taxa não reduz. “Quando ficamos sem energia, precisamos usar o gerador do barco e mesmo assim pagamos os R$ 280”, acrescentou.

A alternativa encontrada pelos donos de embarcações para não perder passageiros é embarcar no porto da Manaus Moderna. De acordo com Sebastião Barbosa, 65, enquanto a passagem para o município de Tefé é vendida no barco por R$ 80, no porto a mesma passagem é vendida a R$ 130. “A pessoa que puder economizar R$ 50 vai fazer isso com todo o direito, já que até para embarcar aqui no porto é a maior dificuldade”, acrescentou Sebastião.

A industriária Gorete Freitas, 48, conta que já discutiu várias vezes com os atendentes do porto. Ela  explica que para buscar a mãe que vem do município de Maués precisa esperar mais de uma hora, isso por que os parentes precisam aguardar até que o barco chegue e uma lista de passageiros seja enviada para administração e assim seja liberada a entrada. “Uma pessoa que enfrenta uma viagem cansativa, como minha mãe que é cega vai esperar mais e uma hora para ir pra casa”, acrescentou a industriária.

Propina

Além disso os donos de embarcações regionais denunciam que agentes de segurança cobram propina para guardar vaga para os barcos, isso por que segundo os empresários o porto está pequeno para a grande quantidade de barcos que chegam a fazer filas para esperar o momento de atracar.

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