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Cabo da PM que sofreu tentativa de homicídio tem ficha extensa no Tribunal de Justiça do AM

Crime militar, dois homicídios, sendo um em serviço, e roubo estão no currículo de Stephen Miranda de Sena; família não autorizou hospital divulgar estado de saúde do policial, que segue internado 17/09/2015 às 11:37
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Stephen Sena foi ouvido em maio de 2014 acusado de ter matado o despachante Edney Pinheiro Batalha, em 2013
Fábio Oliveira Manaus (AM)

A ficha do cabo Sthefen Miranda de Sena, 33, baleado na noite de terça-feira (15) com sete tiros, na avenida Nilton Lins, Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul, é bastante extensa.

Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), é possível verificar que o policial militar responde por quatro crimes, sendo um militar, por ameaça; dois homicídios, sendo que um foi em serviço; e outro crime de roubo.

Ele também é suspeito de ter participado do estupro contra a mulher do narcotraficante João Branco, líder da facção criminosa Família do Norte (FDN), e de integrar a quadrilha do falecido delegado Oscar Cardoso, executado com mais de 20 tiros no dia 9 de março de 2014.

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o PM está Sob Júdice desde 2009, o que quer dizer que ele ainda está aguardando decisão judicial sobre os crimes praticados.

Enquanto a decisão não saía, ele trabalhava normalmente na 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A corporação também informou que ele foi promovido a cabo no ano passado e está na corporação há 14 anos.

Tentativa de homicídio 

Sthefen Sena quase foi morto em uma emboscada na noite de terça-feira. Mesmo não sendo homicídio, o caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), segundo afirmou o delegado titular da especializada, Ivo Martins.

De acordo com Martins, a especializada assumiu o caso devido à peculiaridade do caso e por causa da condição da vítima. Segundo o delegado, tudo indica que o quarteto foi para executar o policial militar.

Mais de dez tiros acertaram o carro em que o cabo estava, um Fox  de cor vermelha e placas JWW-4832

Questionado se a ordem de execução partiu de algum braço direito de João Branco, Martins informou que não descarta nenhuma hipótese até o momento. “Está tudo recente e vamos avançar muito ainda na investigação”, disse o titular da DEHS.

O cabo Sthefen está internado no Hospital e  Pronto-Socorro 28 de Agosto, Zona Centro-Sul. Ele foi atingido por sete tiros, sendo a maioria no braço, perna e um no peito. A assessoria de imprensa da unidade de saúde informou que a família não autorizou repassar o estado de saúde para a imprensa.

Suspeito de crime 

O cabo Stephen Sena é suspeito de ter participado, com outros policiais, do estupro da esposa do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. A polícia não descarta a hipótese do atentado ter relação com o caso.

O estupro aconteceu no dia 19 de setembro de 2013, quando ela foi levada por cinco homens que exigiram R$ 300 mil pela liberdade dela. A família conseguiu, na época, pagar R$ 36 mil e, depois de livre, ela contou o que sofreu nas mãos dos sequestradores. Eram dez homens no cativeiro. E se não pagasse o resto do resgate eles prometiam voltar e matar toda família.

Testemunhas contaram que a mulher estava prestando socorro à cunhada, que estava com o carro no prego por falta de gasolina, quando chegaram os sequestradores. Os homens, vestidos de preto e dizendo ser policiais federais, deram voz de prisão para a mulher. “Eles disseram que ela estava sendo presa pela Polícia Federal e a colocaram no carro”, contou uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.

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