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Cada vez mais áreas verdes são invadidas em Manaus

Cerca de 200 famílias que construíram casas próximas a um igarapé ocupam área verde no bairro Santa Etelvina e vendem terrenos 24/05/2015 às 20:57
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No último sábado, cerca de 60 famílias foram retiradas de uma invasão no bairro Águas Claras
Adália Marques Manaus

Invasões em áreas verdes de bairros de Manaus continuam se proliferando com a omissão do poder público, entre elas, uma no conjunto Águas Claras e outra no bairro Santa Etelvina, ambos na zona Norte da capital.

Moradores do bairro Águas Claras 2, na Quadra J 19, zona Norte, denunciaram na última sexta-feira (22) que um grupo de 60 famílias invadiu uma área institucional de 18.930.00 metros quadrados destinados à construção de uma creche, uma delegacia e um  posto de saúde. No último dia 23, os invasores foram retirados do local e, até o momento, não retornaram ao local.

Os moradores ficaram satisfeitos, porém afirmam que no período da campanha política a atual gestão prometeu que o bairro seria modelo, mas, já estão achando que é “modelo de invasão”. Segundo eles, as obras da prefeitura estão paradas, o que vira uma oportunidade para os mal intencionados ocuparem a área.

No bairro Santa Etelvina a situação é diferente, uma área de preservação ambiental já está 50% ocupada. Há mais de 200 famílias que construíram casas próximas ao igarapé que liga à antiga Ponte da Bolívia há mais de um ano. No último dia 20 foi denunciada a venda de lotes da terra dentro da reserva e, por enquanto, a única coisa que mudou é que placas de venda foram retiradas, mas as “obras” de construção de casas continuam a todo vapor.

Sem denúncia

O Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam) informou na semana passada, por meio da gerência de fiscalização, que não havia registros ou denúncia sobre a invasão, mas com base na informação, enviaria uma equipe ao local para averiguar o caso. Os danos ambientais, assim como a adoção dos procedimentos de fiscalização, segundo o órgão seriam avaliados. 

Os invasores dizem que ocuparam as terras porque não têm onde morar, são autônomos ou desempregados, assim, resolveram ocupar o lugar. Um senhor que não quis ser identificado informou que uma boa parte dos invasores tem casas em outros bairros e estão “pegando” a terra para fazer de ponto comercial. 

Apesar de reclamarem da condição financeira, muitos possuem carros grandes e conseguiram construir casas de alvenaria em apenas três meses. Para isso, derrubaram a área verde do bairro, onde é possível encontrar várias árvores cortadas, puseram fogo com pneus e resíduos, além de comercializarem lotes de terras e casas de alvenarias prontas, mesmo não tendo posse sobre os terrenos.

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