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Manaus
SEM RAMPAS

Cadeirantes enfrentam problemas para votar em zonas eleitorais de Manaus

Em escola do bairro Japiim, cadeirante precisou ser carregada por membros da Justiça Eleitoral para poder votar 07/10/2018 às 10:35
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(Foto: Márcio Silva)
Paulo André Nunes e Karol Rocha Manaus (AM)

A falta de rampas de acesso fez com que a cadeirante Maria das Graças Martins, 69, tivesse que ser carregada por dois membros da Justiça Eleitoral para poder votar. O fato aconteceu na manhã deste domingo (7) na Escola Estadual Professora Ondina de Paula Ribeiro, rua Jorge Bivaqua, bairro Japiim, Zona Sul de Manaus.

Sem locais de acesso, Maria, que se locomove em uma cadeira de rodas por conta de problemas no coração, estava acompanhada da filha, Ramayana Benel, e de um neto, e votou na sala 7 da seção 610 da 37ª Zona Eleitoral.

Ela se deslocou do conjunto 31 de Março, nas imediações do Japiim, e foi surpreendida ao ser informada por coordenadores da Justiça Eleitoral que o único elevador existente na escola estava quebrado e não havia rampas de acesso para cadeirantes. Como sua seção é no 2° andar da escola, ela foi carregada nos braços pelos membros da Justiça.

"Tive problemas no coração, meus pés incharam e eu tive que andar nesta cadeira de roda. Foi muito difícil votar nesta eleição", disse a aposentada.

"A situação é muito complicada. Há muitos cadeirantes que precisam de elevador", criticou Ramayana Benel. Se não fossem os dois coordenadores ficaria mais difícil ainda", comentou a filha, dizendo que a Justiça Eleitoral vai modificar a seção da mãe para o térreo para a próxima votação.

Ao final, a aposentada aproveitou para brincar: "Só quero que meu candidato seja eleito".

Acessibilidade não foi o problema para eleitores cadeirantes da Escola Estadual Julia Bittencourt, Compensa, Zona Oeste. Railson Marinho de 41 anos acordou cedo neste domingo para exercer a cidadania. "Precisamos pensar no futuro e alguém jovem é a melhor opção. Mesmo cadeirante nao tive problemas de acesso", disse o eleitor.

Honório Vieira de 56 anos veio com esposa e filha, cumpriu o papel também sem muitos problemas, apenas a demora na leitura da biometria. "Apesar da fila conseguimos votar com prioridade, e tranquilo", disse.

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