Terça-feira, 16 de Julho de 2019
Manaus

Cães, tropa especial e helicóptero foram usados para intimidar professores na ALE-AM

---



1.jpg Manifestações reivindicam condições de trabalho, plano salarial, benefícios trabalhistas, plano de saúde e transporte
31/08/2013 às 15:01

Professores das redes estadual e municipal de ensino do Amazonas protestaram nesta sexta-feira (30), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), e foram recebidos com cães, 15 viaturas da Rocam, além do Comando de Policiamento Especial da Polícia Militar (CPE), e até um helicóptero do Grupamento Aéreo da PM (Graer).

Os professores reivindicam melhores condições de trabalho, plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), benefícios trabalhistas, tais como auxílio alimentação, plano de saúde e transporte, além do fim da carga compartilhada de trabalho. Vários movimentos sociais e estudantis aderiram ao protesto dos professores.

“Tinha mais policiais que professor. Quando é para procurar bandido não usam esse aparato todo. Queremos apenas mostrar como o professor sofre sem estrutura para educar o futuro do País. Professor não é bandido e não estava fazendo baderna na Assembleia onde o povo deveria ter livre acesso e não porta fechada”, disse o professor José Gomes, 33.

O protesto marcou, em Manaus, o Dia Nacional das Lutas pela Educação. O grupo de 70 docentes queria ter acesso ao plenário da Casa Parlamentar onde apenas à deputada estadual Conceição Sampaio (PP) estava reunida com movimentos em defesa a Lei da Maria da Penha. Eles foram impedidos pela segurança do prédio que chamou reforços da PM.


A falta de entendimento e discussão entre os próprios professores foi a razão para que a polícia fosse chamada. Como não havia liderança, cada um seguia a própria vontade. Alguns queriam fechar a avenida Mário Ypiranga Monteiro, outros discordavam e o movimento permaneceu na ALE-AM até liberação da entrada as 12h30.

Apesar do clima tenso, não houve confronto com a polícia. “Tinha colegas nossos que estavam mais exaltados, mas mesmo com a postura séria da polícia, o comandante deles conversou com a gente e disse que eles só estavam aqui para garantir a ordem, mas que queriam evitar qualquer tipo de excesso”, disse o professor Herbert Silva.

Após duas horas, eles foram recebidos pela deputada Conceição Sampaio e tiveram de expor todas as pautas que desejavam. Porém, como era sexta-feira, dia que não há sessão plenária, quando todos os deputados dever estar presentes, os professores não tiveram acesso aos outros 23 parlamentares.

Mediação

Os professores querem entregar a pauta de reivindicação ao governador Omar Aziz. Eles pediram que a ALE seja a intermediadora de uma audiência com o governador para que possam expor as demandas. Os servidores criticaram a falta de estrutura e condições de trabalho em instituições de ensino tanto do inteiro, quanto da capital.

Os servidores fizeram questão de deixar claro que o movimento era independente e que não havia participação Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.