Sábado, 25 de Maio de 2019
OBRAS

Café da Joelza é desapropriado para futura demolição devido a obras no Tarumã

A Justiça determinou a demolição total do estabelecimento para a realização das obras de duplicação da AM-450, a estrada do Tarumã



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Foto: Raine Luiz
21/12/2017 às 15:35

O tradicional Café Regional Joelza, localizado na avenida Torquato Tapajós, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, começou a ser desapropriado na manhã desta quinta-feira (21). A Justiça determinou a demolição total da estrutura do estabelecimento para a realização das obras de duplicação da AM-450 (estrada do Tarumã), o Anel Viário Sul.

A desapropriação é coordenada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) com apoio da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e da Prefeitura de Manaus. Até a tarde de hoje, servidores retiravam móveis de madeira do local para a demolição total da estrutura.

Segundo funcionários do local, o Governo do Estado pagou R$ 600 mil como indenização pela desapropriação do terreno para a realização as obras, porém, o valor ainda não havia sido depositado. “Queríamos apenas mais tempo para retirar as coisas. Tudo aqui é muito caro. Recebemos esse valor irrisório, mas ainda não tivemos tempo para encontrar outro local. É uma falta de respeito”, disse uma funcionária do Café Joelza, que não quis ser identificada.

Além do café, deverá ser demolida a casa do proprietário, construída dentro do terreno. Os proprietários do imóvel não quiseram falar com a reportagem. Segundo eles, a advogada que cuida do caso deve tentar entrar com um recurso pedindo a prorrogação do prazo para saída do local. Coordenadores da Seinfra também não quiseram falar com a reportagem.

Em nota, a Seinfra informou que supervisionou a desapropriação do Café Joelza. “O ato se fez necessário para a implementação de obras do sistema viário da capital – duplicação da AM-450 (estrada do Tarumã) – o Anel Viário Sul. A área alcançada pelas obras do sistema viário está na convergência com as avenidas Torquato Tapajós e Arquiteto José Henriques”, disse a Seinfra.

A pasta declarou ainda que, como não houve acordo entre as partes, foi expedida uma imissão de posse na sexta-feira passada (15). “Como não houve acordo entre as partes, e após a conclusão dos cursos deste processo judicial, foi expedido mandado (nº 001.2017/121010-8) de imissão de posse em 15/12/2017. O projeto que motivou a desapropriação está em andamento. Estão sendo executadas obras de terraplanagem”.


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