Publicidade
Manaus
Obstáculos no caminho

Calçadas e canteiros da avenida Getúlio Vargas apresentam riscos para pedestres

Enquanto a promessa de reformar canteiros da Getúlio Vargas não sai do papel, obra da Eduardo Ribeiro já tem falhas 18/11/2016 às 09:51
Isabelle Valois

As péssimas condições do calçamento do canteiro central da avenida Getúlio Vargas, no Centro, são cada vez mais preocupantes para os pedestres. Para os cadeirantes então, nem se fala. Há de tudo um pouco: piso descolado, raízes rompendo o calçamento, ocupação irregular, entre outras situações. Vale ressaltar que, no início do mandato do atual prefeito, em setembro de 2013, quando operários recapeavam a avenida Getúlio Vargas, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) anunciou uma requalificação desta região, que até o momento não saiu do papel.

Para quem trabalha ou mora na avenida, a situação é preocupante, contou a secretária de escritório Rayane Barros, 25. Ela, que trabalha em uma empresa no trecho da Getúlio Vargas entre a avenida Leonardo Malcher e a rua Tarumã, disse que já presenciou cadeirantes sem saber o que fazer, pois além de não haver um local apropriado para a passagem da cadeira de rodas no canteiro central, nas calçadas, onde há rampas para os cadeirantes, elas se encontram destruídas.

“Isso aqui é totalmente vergonhoso. Trabalho há anos nesta parte central e nunca vi nenhuma reforma. O problema não é de hoje, mas de anos. Mesmo tendo calçadas tanto de um lado como do outro e também no canteiro central, tudo se encontra quebrado. Se duvidar é mais seguro andar na rua, ao lado dos carros, do que arriscar caminhadas nas calçadas deste trecho. É sem condições e revoltante, qualquer pessoa pode cair”, criticou a secretária.

A agente de saúde Rosineide Pereira, 54, que diariamente atravessa a avenida Getúlio Vargas caminhando, disse que a atenção necessita ser redobrada para qualquer pedestre que for andar pela avenida. “Quase não vejo ninguém a andar pelo canteiro central. Só o utilizamos quando vamos atravessar, mas mesmo assim precisamos de atenção redobrada. No meu caso que uso sapatos de plataforma, qualquer pisada errada nessa parte quebrada pode me fazer cair, isso até ocorreu em outras vezes”, contou.

Pós obra

Se na avenida Getúlio Vargas o que irrita os pedestres são as péssimas condições do canteiro central, na Eduardo Ribeiro são os problemas no calçamento recém reformado pela prefeitura que incomodam que caminha por ali. A revitalização da avenida Eduardo Ribeiro custou R$ 10 milhões, mas as falhas já aparecem em trechos da calçada, onde pedras estão soltas.

Em um desses trechos, em frente ao supermercado Carrefour, após presenciar uma vendedora cair, um grupo de taxistas fez uma “cota” para comprar cimento e “consertar” as pedras soltas.

Outro local em que o acabamento mal feito é visível fica em frente ao Palácio da Justiça, onde paralelepípedos estão soltos, problema que se repete em vários trechos do estacionamento da Eduardo Ribeiro.

“É um absurdo, uma obra milionária dessa, que nem era necessária, com tantas outras ruas de Manaus em situação precária, algumas intrafegáveis. O asfalto da Eduardo Ribeiro era lisinho e as calçadas nem eram tão ruins, assim, era só tirar os camelôs, que ainda estão por todo lado. Agora colocaram esses paralelepípedos, que além de fazerem muita gente tropeçar, já estão se soltando. É uma bagunça”, reclamou o vendedor Ricardo Castro, que trabalha em uma loja no Centro da cidade.

Recuperação encaminhada, diz órgão

A reforma das calçadas da avenida Getúlio Vargas, no Centro, não foi a única promessa não cumprida pela atual gestão municipal, no que diz respeito a projetos de revitalização de espaços públicos do Centro da capital.

Em setembro de 2013, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) anunciou uma reforma no ponto de ônibus que fica localizado do hospital Beneficente Portuguesa, na avenida Getúlio Vargas, ponto que concentra muitos usuários de diversas linhas de ônibus e que, nos horários de rush, costumam complicar o trânsito ao parar, até em fila dupla, para pegar os passageiros.

A prefeitura prometeu construir uma mini-estação de ônibus com recuo na via para minimizar os transtornos, mas a obra ainda não foi realizada.

A troca de iluminação das vias também chegou a ser anunciada pela prefeitura, que, pelo projeto apresentado, ainda pretendia remover bancas de revista, lanches e vendedores ambulantes das calçadas, mas eles não só não saíram da Getúlio Vargas como outros, “novos”, já se espalharam por outras ruas do Centro.

Sem resposta da prefeitura

A Seminf informou que o projeto de revitalização da av. Getúlio Vargas será executado “assim que a secretaria dispuser de recursos”. Sobre a Eduardo Ribeiro, informou que, por serem instaladas em bolsões de areia, as pedras podem sair do lugar, mas os reparos serão feitos.

Publicidade
Publicidade