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Manaus
Calçadas irregulares

Calçadas públicas viram locais para armazenamento de material de construção

Obras usam calçadas das vias públicas para armazenar o material e forçam o pedestre a invadir a pista 13/03/2013 às 07:17
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Na rua Tapajós, no Centro, proprietário de obra, licenciada pela prefeitura, usa a calçada para armazenar seixo e areia
Adan Garantizado ---

Materiais de construção atrapalhando o fluxo de pedestres nas calçadas, falta de sinalização e obras que invadem as vias públicas causando transtornos ao trânsito da cidade. As cenas descritas acima não são difíceis de serem encontradas em obras realizadas em Manaus.

Independente do porte da construção, as irregularidades são constantes em todas as zonas. Um exemplo disto é a reforma e ampliação do hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), iniciada em dezembro de 2012.

 Para a construção do novo hospital (orçada em R$ 33 milhões), as calçadas do local foram “engolidas” pelos tapumes da obra. Apesar da sinalização pintada neles, os pedestres estão sendo obrigados a dividir espaço com caminhões que atuam na obra e com carros que trafegam entre as ruas Afonso Pena, Apurinã e o boulevard Álvaro Maia.

Uma outra construção, de menor porte, “vizinha” ao HUGV, também mostra o descaso com que o espaço público ainda é tratado. No imóvel de dois pisos que está sendo erguido na esquina da rua Afonso Pena com a avenida Ayrão, carradas de areia e seixo foram despejadas na calçada. A obra possui autorização da Prefeitura de Manaus. Na rua Tapajós, no Centro de Manaus, uma outra obra também ocupa a calçada com seixo e areia, obrigando os pedestres a se arriscarem entre os carros.

O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), argumenta que apesar de não ser possível dar conta de todas as obras da cidade, as fiscalizações ocorrem diariamente e o número vem aumentando. Um canal de comunicação direto com instituto, o “Disk-ordem”, também foi criado para ajudar o poder público  a localizar construções irregulares. No mês de fevereiro, o Implurb fez 1.121 produções, sendo 500 notificações, 121 infrações, 34 embargos de obra, 3 apreensões de equipamentos de construção e 4 interdições. Outras 459 produções extras (quando os fiscais estão nas rotas diárias e notam irregularidades nas vias), foram realizadas pelo instituto.

O Disk ordem, registrou alta de 101,65% em número de chamadas para o 161 ou para o email diskordem.implurb@pmm.am.gov.br no mesmo período. Foram 486 registros, contra 241 do ano passado. A maioria das reclamações diz respeito a obstrução de logradouro público (132 ocorrências), obras irregulares residenciais (89), terrenos baldios (45) e casas de show (22).

Em 2012, as ocorrências mais comuns registradas no órgão foram de obstrução de logradouro público (72), obras irregulares residenciais (48) e obstrução de via pública (27).

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