Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
Manaus

Calor de Manaus é mais forte em áreas urbanizadas, aponta Inmet

Segundo o órgão, a sensação térmica acima dos 40ºC informada nos termômetros é influenciada pela urbanização desenfreada em algumas áreas da cidade. Alta temperatura também é responsável por queimadas urbanas e doenças da pele



1.jpg Entre agosto e outubro, população precisa redobrar os cuidados com o calor
20/09/2013 às 18:27

As altas temperaturas marcadas nos termômetros De Manaus desde o último dia 14 (sábado) estão assustando os moradores da capital. Nos horários de pico, entre 12h e 16h, as estações convencionais chegam a apontar 41ºC. No entanto, a informação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que a temperatura mostrada nos relógios é natural do ambiente que em se encontram, o qual é influenciado por vários fatores, como fumaça de carros e raios solares.

Segundo o chefe de previsão do tempo do Inmet, Veríssimo Farias, em algumas áreas da cidade a sensação térmica pode ser de calor mais forte do que realmente faz, tendoem vista a urbanização decorrente das derrubadas de árvores e grande quantidade de veículos, fatores que favorecem o aumento da temperatura.



"No Centro da cidade, por exemplo, é impossível a temperatura não ser de 40º, pois a quantidade de pessoas, veículos e os raios solares incidem diretamente nos termômetros", explica.

Ainda de acordo com Farias, os termômetros do Instituto ficam armazenados em abrigos meteorológicos que não recebem influências externas e, por isso, registram temperaturas abaixo das que apontam os da cidade. O chefe de previsão acrescenta, ainda, que os termômetros distribuídos pela capital, que são responsabilidade da Prefeitura, precisam seguir normas da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“A OMM cobra que os termômetros devem estar a uma altura de 1,25 metros e a 2 metros do terreno, além de manutenções que precisam ser feitas anualmente”. Farias afirmou que as vistorias nos termômetros já foram feitas este ano.  

Registro de calor

De acordo com o Inmet, entre o dia 14 e a manhã desta sexta-feira (20) – dias que não choveu –, a média das temperaturas máximas registradas na cidade pelas estações automáticas do Instituto foi de 34,7ºC. Farias diz que este valor é normal e a quantidade de milímetros de chuva registrada neste mês, 114mm, também é a adequada para este período do ano.

No período de agosto até outubro, onde ocorrem menos chuvas no Estado, as temperaturas máximas costumam ocorrer durante a tarde. Durante estes dias que não foram registradas chuvas, a umidade variou de 53% a 73%.

“A população não precisa se preocupar quanto a isso, a umidade está estabilizada e é normal para essa época do ano. Já em momentos críticos, quando os registros marcam abaixo de 40%, é necessário redobrar os cuidados”, salienta Veríssimo.

Queimadas urbanas

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), de janeiro deste ano até o dia 15 do mês de agosto, 364 denúncias de queimadas urbanas foram registradas na capital, onde as zonas Norte e Leste de Manaus lideram o ranking de denúncias.

Além de focos criados pela queima de resíduos domésticos, folhas e outros objetos, também há registros de queimadas ocorridas por motivos espontâneos, ou seja, pelo excesso de calor. “A tendência é que de agosto até setembro haja um aumento no número de denúncias com a chegada do verão”, informou a assessoria.

De acordo com o órgão, a campanha de combate às queimadas em 2013 terá um caráter mais educativo, não se limitando apenas a distribuição de material gráfico. Serão realizados encontros de educação ambiental com as comunidades para discutir a questão e promover a sensibilização social entre moradores.

Calor prejudica pele e respiração

Pelo fato da capital estar situada em um trópico úmido e com zona equatorial tórrida, a mesma se encontra mais vulnerável a doenças relacionadas à pele e respiração. Segundo o alergista e dermatologista Simão Pecher, lesões provocadas por raios solares, como queimaduras, foto-envelhecimento e câncer de pele, são mais registradas nessa época.

“As pessoas costumam sair com mais freqüência para balneários, passeios de barco e piscinas, e acabam se expondo mais em horários não recomendados, como depois das 10h e antes das 15h”, afirma Pecher.

Ainda segundo o médico, devido ao aquecimento, sintomas como rinite, bronquite, sinusite e conjutivite se agravam no período. “É importante evitar locais fechados quando se está muito quente, pois pacientes alérgicos podem transmitir suas doenças para outras pessoas”, completa.


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