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Câmara Municipal de Manaus debate desordem no trânsito

Para parlamentares de oposição e situação não falta leis,mas sim maior fiscalização para que elas sejam obedecidas 26/05/2015 às 09:28
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No dia 21, um caminhão transportando um contêiner virou no viaduto da avenida Umberto Calderaro Filho
Natália Caplan Manaus

O transtorno causado pelo acidente com um contêiner no último dia 21, na avenida Umberto Calderaro, que praticamente parou toda a cidade, será assunto de debate na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Nesta quinta-feira (28), às 10h, será realizada uma reunião na sala de comissões da Casa, com a presença de autoridades responsáveis pelo gerenciamento e organização da mobilidade urbana, assim como empresas e outros órgãos ligados ao transporte de cargas pesadas.

“Convoquei uma reunião com as empresas, sindicatos das transportadoras e dos trabalhadores, SMTU [Superintendência Municipal de Transportes Urbanos], Manaustrans [Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito] e Suframa [Superintendência da Zona Franca de Manaus] para fazer valer as regras que já existem”, disse o vereador Rosivaldo Cordovil (PTN). “Muitas empresas fazem seus veículos de cargas pesadas transitarem por dentro de bairros, em ruas que não comportam esse tipo de tráfego”, completou.

Para ele, os fatos não apenas causam desordem, mas ameaçam a vida dos cidadãos. Por isso, acredita que a CMM deve sugerir soluções ao problema. “Vem ocorrendo muitos acidentes graves em Manaus, tirando vidas. Não podemos ser omissos. Vamos dar algumas sugestões sobre mudanças de horários e de rotas”, declarou.

Na opinião do vereador Professor Bibiano (PT), falta fiscalização e competência por parte da Prefeitura de Manaus para evitar novas tragédias. O oposicionista quer esclarecimentos sobre quais medidas são tomadas no sentido de fiscalizar o cumprimento das leis. “Em maio de 2012, um contêiner esmagou um carro na Zona Leste. Em setembro de 2014, um veículo de carga esmagou outro carro, matando duas pessoas. Além da morte das 16 pessoas que estavam em um ônibus executivo, na Djalma Batista”, lembrou, ao citar a Zona Máxima de Restrição de Circulação (ZMRC) estipulada pelo Decreto Municipal 2.100/2013. “Vira letra morta. Pior é que, de letra morta, nós temos pessoas que estão sendo mortas pela ineficiência do poder público”, concluiu.

O líder do governo na Câmara, Elias Emanuel (sem partido), reconhece a falha. “Precisamos melhorar a fiscalização. As pessoas só se sentem realmente tocadas quando o Executivo e a Lei chegam no bolso”, disse.

Opositor questiona viagem de Artur

Ontem, após as discussões sobre o trânsito da cidade, o vereador Waldemir José (PT) apresentou um requerimento para saber de onde saiu o dinheiro da viagem feita pelo prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), a Las Vegas, nos Estados Unidos. Entretanto, “trocou as bolas” quando fez o pedido na tribuna. “Gostaria de saber quanto foi gasto nessa viagem a Miami. Todos sabem que Miami é conhecida pelos seus cassinos”, declarou, aparentemente preocupado com a possibilidade de o dinheiro público ser usado em jogos.

Em defesa do gestor, o líder do governo na Câmara Municipal de Manaus (CMM), Elias Emanuel, não perdeu a oportunidade de corrigir o colega da oposição. “Só lembrando que o nome da cidade é Las Vegas e não Miami”, afirmou, ao ressaltar que não houve uso de recursos do Município na empreitada. “Todos recebem salário e podem gastar o salário como quiser. O prefeito não apenas foi passear, mas fechou a vinda de um grande evento, o UFC, assistido por milhões de pessoas”, enfatizou.

Sem Artur na cidade, o presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), é o representante de Manaus na 18ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, aberta ontem. O evento encerra na quinta-feira (28).

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