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Manaus
Camelôs no centro

Camelódromo provisório em caso de intervenção urgente no centro

Prefeitura escolheu terreno na avenida Floriano Peixoto para construir um camelódromo provisório 18/08/2013 às 14:55
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Terreno selecionado pela Prefeitura de Manaus para a implantação do complexo tem dono, mas pode ser incorporado ao patrimônio público por conta de dívidas
Florêncio Mesquita Manaus

A localização dos Centros de Comércio Popular (CCP) definitivos está quase definida, mas a Prefeitura de Manaus já tem uma alternativa para transferir provisoriamente parte dos camelôs, caso seja necessária uma intervenção urgente no Centro.

A transferência será realizada apenas se o município precisar  realocar camelôs em função de obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, do Ministério da Cultura.

O local do “plano B” fica na avenida Floriano Peixoto, quase esquina com a rua Lima Bacuri. O abrigo provisório funcionará onde havia um estacionamento rotativo, ao lado de uma loja de instrumentos musicais.

O terreno foi reformado e já está com as demarcações no chão onde serão instaladas as bancas dos camelôs. Existem cinco fileiras pintadas no chão. Elas estão ordenadas com a numeração que as bancas que forem transferidas para lá receberão.

Os imóveis onde funcionarão os CCPs estão sendo analisados pela Prefeitura de Manaus, Sindicato de Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), além da Associação dos Vendedores Ambulantes do Comércio Informal do Estado do Amazonas (Avacin).

O PAC Cidades Históricas destinou R$ 33.681 milhões para restauro de prédios públicos tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, em Manaus. Eles estão localizados principalmente no Centro.

Imóveis cotados

A Prefeitura de Manaus anunciou que, pelo menos oito imóveis são objeto de interesse para a construção dos centros de comércio. Destes, seis estão confirmados para sair do papel. Porém a localização dos imóveis não foi revelada pelo município, que espera o prazo de cem dias para que os próprios camelôs ajustem o projeto dos CPPs, para só depois fazer a divulgação.

Os CPPs custarão R$ 45 milhões, provenientes do Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (Fumipeq). Os recursos serão utilizados na aquisição dos imóveis.

Segundo o titular da Secretaria Municipal do Centro (Semc), Rafael Assayag, atualmente o terreno possui proprietário. No entanto, como ele mantém uma dívida alta de impostos com o município, a prefeitura pode reverter o débito incorporando o imóvel ao patrimônio público. “Ele não é o shopping definitivo. É um espaço que está preparado para caso haja necessidade de deslocamento provisório dos camelôs por conta do PAC Cidades Históricas. Isso se precisarmos fazer alguma intervenção, como construção e obra onde existem bancas de camelôs. Os shoppings permanentes estão sendo definidos”, disse.

Intervenções aprovadas

Apesar de pontuais, as intervenções da prefeitura, no Centro, ganharam a aprovação da população. O município demoliu lanchonetes, restaurantes, entre outros imóveis construídos irregularmente sobre o passeio público na área central. Foram poucos, no entanto, de grande efeito para a população.

Um exemplo que chamou atenção foi a derrubada de uma pastelaria e uma lanchonete que funcionavam desde a década de 90, em um ponto de ônibus, na avenida Floriano Peixoto. Os imóveis ocupavam a passagem dos pedestres e dos usuários do transporte coletivo. O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) notificou os proprietários e coordenou a liberação do espaço.

Segundo o diretor-presidente do instituto, Roberto Moita, o trabalho será feito sistematicamente não só no Centro, mas nas demais zonas da cidade. Os proprietários de comércios irregulares na praça Adalberto Vale, no Centro, já foram notificados para liberar o espaço.

Para a comerciária Ivone Soares, 33, a intervenção melhorou o local. “Melhorou o aspecto visual e o espaço para o pedestre”.

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